Governo Regional deve agir face às dificuldades de carga aérea dos CTT
Publicado em 31 de Janeiro, 2018

A deputada do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral, considerou hoje que o Governo Regional deve agir “face às dificuldades de carga aérea para os Açores de que se queixam os CTT”, nomeadamente “junto da SATA, companhia que é o principal transportador entre Lisboa e o arquipélago, e também inter ilhas”, da qual o Executivo açoriano “é o único acionista”, afirmou.

A social democrata referia-se a uma das respostas do Presidente dos CTT, na audição mantida hoje no Parlamento, “quando falou na dificuldade de obter espaço para carga nos aviões entre Lisboa e os Açores, e também inter ilhas, dizendo mesmo que chegam a recorrer à Força Aérea para colocar mais rapidamente a correspondência e as encomendas nas várias ilhas”.

Berta Cabral sublinha que o Governo Regional “tem de fazer alguma coisa junto da SATA. Tem de ter uma palavra a dizer sobre a matéria”, disse.

A deputada do PSD/Açores defende igualmente que uma empresa com obrigações de serviço público, como os CTT, “deve manter uma determinada qualidade operacional”, lembrando “as longas demoras na entrega de correspondência, muito além do aceitável, os atrasos recorrentes no envio de encomendas, que se agravam com as que vêm do estrangeiro, as grandes filas no atendimento ao público, e mesmo a degradação das condições de trabalho dos funcionários. São maus exemplos de funcionamento”.

“E esta degradação vai ser agravada com o encerramento da estação da Calheta (São Pedro – Ponta Delgada), uma loja que serve mais de 9 mil pessoas, numa freguesia eminentemente residencial, com muita gente que recebe a sua reforma nos CTT, e onde está sedeada a Universidade dos Açores e várias empresas comerciais e industriais”, frisou.

Face a este contexto, Berta Cabral apelou a que a decisão de encerramento dos CTT na Calheta “seja ponderada e revertida”, denunciando o que diz ser “a negligência da empresa no cumprimento da sua missão de interesse público. A esse nível, a desresponsabilização dos CTT é inaceitável”, considera.

A deputada adianta que, “o Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro se viu na obrigação de negociar com os responsáveis da empresa a transferência da generalidade dos serviços prestados pela estação da Calheta, porque se encontra entre a espada e a parede, no sentido de não abandonar a sua população e de a proteger”.

Louvando “a preocupação  social  da  Junta  de  Freguesia”, Berta Cabral refere que “não podemos deixar de  condenar a atitude da empresa CTT, que pretende encerrar uma loja sem fundamentos de natureza social e económica, uma vez que a loja em causa tem clientes, sustentabilidade e viabilidade económica. A empresa deve de reconsiderar a sua decisão e proceder a uma reavaliação da mesma”, explica.

“Caso a decisão seja irreversível, os CTT devem assumir todos os custos remuneratórios da funcionária que vai prestar o Serviço, assim como a informatização da Junta de Freguesia e os encargos relacionados com o alargamento do seu horário de funcionamento”, acrescenta a deputada.