Cheira mal – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 08 de Janeiro, 2018

O ano começou com o regime a feder de podre.

A ética e a seriedade entraram em contraciclo e damos conta de que só para os dirigentes disto tudo é que as coisas estão à maneira.

Na Atlanticoline faz-se greve por causa do acordo de empresa, na Sata ninguém clarifica se o presidente está ou esteve demissionário, os professores começam o ano em greve com bocas do governo à legitimidade do seu protesto. Aproveitando o furor da consoada, o vice-presidente aumenta o preço dos combustíveis, e isso merecia uma análise detalhada ao saque fiscal quando até revendedores contestam este aumento.

Mas a cereja em cima do bolo deste início de ano em que a decadência do poder se galvanizou é a inspeção à Arrisca que desnuda uma situação politicamente importante, onde a ética política perdeu definitivamente a batalha e vê o regime a apoiar a ideia de que é irrelevante o destino dado aos impostos dos açorianos, desde que isso não belisque as escolhas socialistas para cargos relevantes como o de diretora regional.

Nada justifica a manutenção de confiança política num dirigente que, à luz da sua função em nome do povo, escandaliza de uma forma generalizada esse povo que dirige.

Tal como nada justifica que se tenha de continuar a suportar este cheiro.