Berta Cabral defende manutenção da estação dos CTT na freguesia de São Pedro
Publicado em 12 de Janeiro, 2018

A deputada do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral, defendeu esta tarde que a ANACOM “deve assegurar o cumprimento do contrato de concessão do serviço postal universal”, estabelecido em 2013, “tudo fazendo para que se mantenha a estação dos CTT da Calheta, na freguesia de São Pedro, concelho de Ponta Delgada”, afirmou.

A social democrata frisou tratar-se “da freguesia mais populosa do concelho, com mais de 8 mil habitantes, situada numa zona residencial tradicional, com índice de envelhecimento acentuado, e que será muito prejudicada se o serviço de proximidade que os CTT prestam deixar de existir”.

A deputada não deixa de estranhar que os CTT “não tenham previamente informado as autoridades locais, o que revela uma enorme insensibilidade e falta de respeito pelos representantes das populações. Assim como mostra falta de vontade de encontrar eventuais soluções que não prejudiquem as pessoas”, referiu.

Para Berta Cabral, o encerramento da estação dos CTT da Calheta, em São Pedro “é inaceitável, à luz das bases de concessão do serviço postal universal e das obrigações da empresa perante a população”, disse.

“A ANACOM deve fazer cumprir o contrato de concessão do serviço público e fixar indicadores de qualidade de serviço e objetivos de desempenho específicos para os Açores”, defende então a deputada, alertando que aquela entidade deve desenvolver “todos os esforços para que os CTT não encerrem a estação da freguesia de São Pedro”.

A deputada do PSD/Açores partilhou ainda que, nos últimos 2 anos, “temos recebido muitas queixas sobre a degradação das condições de prestação do serviço público prestado pelos CTT nos Açores”, especificando que as mesmas passam “pela entrega de correspondência, que chega a levar mais de 15 dias, sendo que os atrasos são recorrentes e cada vez maiores na receção e envio de mercadorias, situação que se agrava quando se trata de correio internacional”.

Berta Cabral falou ainda “de filas de espera e morosidade no atendimento enormes,  especialmente nos dias em que se pagam as reformas”, lembrando que “a falta de pessoal para atendimento é visível e as condições de trabalho estão a degradar-se de acordo com os próprios trabalhadores”, concluiu.