“Vasco Cordeiro é um produto de uma classe política que vive de e para o diretório dos partidos”, afirma Bruno Belo
Publicado em 04 de Dezembro, 2017

O deputado do PSD/Açores eleito pelas Flores acusa o Presidente do Governo regional, Vasco Cordeiro, de estar mais interessado em servir o PS do que em dar resposta e encontrar soluções para as legítimas expetativas da população da ilha que, mais uma vez, ficou esquecida nas opções do executivo para o Plano e Orçamento da Região para 2018.

“Aos poucos a realidade vai mostrando que Vasco Cordeiro é um produto de uma classe política que vive de e para o diretório dos partidos, com pouco ou nenhum conhecimento das ilhas mais pequenas, das suas gentes, da economia e da realidade empresarial. Um dia pagaremos o preço disto tudo”, sublinhou Bruno Belo.

Segundo o deputado, os documentos provisionais propostos pelo executivo e aprovados exclusivamente com os votos da maioria socialista no parlamento açoriano, não só não contemplam a resposta às reivindicações do Conselho de Ilha das Flores, como revelam falta de sentido estratégico do Governo para cumprir o desígnio tantas vezes repetido de coesão e unidade regional.

“Vasco Cordeiro não governa com sentido estratégico e de unidade regional. Prefere distribuir benesses. Tanto que a baixa execução dos sucessivos planos de investimento e orçamentos não é ocasional e não se deve à alteração das condições. Essa baixa execução é feita de forma consciente e traduz-se em consequências graves para a ilha”, sublinha.

Bruno Belo salienta que todas as propostas de alteração do PSD/Açores ao Plano da Região para o próximo ano para as Flores foram chumbadas pela bancada maioritária do PS, propostas essas que remetiam para intervenções estruturantes para aquela ilha.

É o caso, por exemplo, da 2.ª fase da obra de reabilitação do Porto das Poças, uma obra que o “PSD/Açores considera imprescindível que se inicie imediatamente a seguir à primeira fase” e que o PS já vem prometendo desde 2000, ou seja, há 18 anos.

O parlamentar frisa ainda o que diz ser o “cinismo” dos documentos orçamentais, nos quais é ignorada a beneficiação do caminho rural dos terreiros, anunciada em 2016, mas que em 2017 foi reduzida ao anúncio de limpeza; ou a construção do tanque de salmoura anunciada em 2016, mas que não deve passar de um túnel de congelação, conforme comunicado do Conselho de Governo de 2017.

“Em dois anos tomaram-se decisões diferentes para a mesma finalidade e não se concretizou nenhuma. Puro cinismo”, conclui o deputado, que salienta ainda a ausência de medidas estruturantes para o futuro da Agricultura nas Flores.

“O Governo do Partido Socialista definitivamente não conhece as ilhas mais pequenas e a prova disso é que as Flores ficam mais uma vez para trás, ficam mais uma vez longe da coesão regional. E o problema é mesmo o PS e esta cultura prepotente que se transformou na segunda pele deste partido”, lamenta Bruno Belo.