Porque é Natal – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 26 de Dezembro, 2017

Neste dia voltamos a pensar naqueles para quem o dia de Natal não é mais do que um dia igual a outros a quem a dureza da vida fez do dia-a-dia de qualquer época uma luta desigual e com pouca disponibilidade para celebrar a dádiva da igualdade.

Damos conta, semanalmente, muitas vezes com a crueza das palavras e a ironia das metáforas se assim permitirem a ousadia, da indignação que culmina com a oportunidade de neste Santo dia recordarmos aqueles a quem ainda falta uma habitação condigna, ou que na conta de cada mês sobram muitos dias sem uns cêntimos para dar uma esmola a um filho que pede um brinquedo ou uma doçura.

Não há Natal como o daqueles que só o podem celebrar nuns fugazes pensamentos de partilha do que sonhariam ter e dariam a quem menos tem e ainda o fariam de bom grado, com o prazer genuíno de ter o que dar. Esses são exemplo de uma sociedade injusta que celebra a festa sem o calor da oportunidade de sonhar com tudo ter para poder dar, em troca do verdadeiro sentido dessa celebração que é o nascimento de uma mensagem de amor ao próximo.

O nosso Natal tem um pouco de verdadeiro sentido quando fazemos dele o momento de lembrança pelos que sofrem todos os dias e que esperam mais de nós.

Feliz Natal.