Governo não esclarece sobre a presença da Armada Portuguesa nos Açores
Publicado em 30 de Novembro, 2017

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral e António Ventura, consideraram hoje que o Governo “foi evasivo e nada esclareceu” sobre as questões apresentadas há 9 meses pelo grupo parlamentar social democrata, “no âmbito da candidatura e do alargamento dos limites marítimos da nossa Plataforma Continental  poder fixar parte dos recursos da Armada Portuguesa nos Açores”.

Em fevereiro passado, os deputados questionaram o primeiro ministro António Costa, de forma a saber se o Governo pretendia, nomeadamente, “fixar parte dos recursos da nossa Armada nos Açores”, uma vez que “o alargamento da Plataforma Continental representa uma oportunidade única de aspeto social, económico, ambiental e científico”, avançam.

Aliás, Berta Cabral e António Ventura já tinham defendido a necessidade “de melhorar o posicionamento estratégico da Armada Portuguesa no arquipélago, sendo que os Açores são uma localização imprescindível e insubstituível, especialmente neste processo de alargamento dos nossos limites marítimos”, recordam.

Segundo os social democratas, “o gabinete do primeiro-ministro diz-nos agora que, em relação aos meios previstos para serem fixados nos Açores, o dispositivo naval foi reforçado, entre junho e agosto, com a presença de um navio hidro-oceanográfico oceânico, uma ação que será repetida de forma sazonal”, explicam.

“O que se pretende é uma presença constante de vigilância e de presença da nossa Armada a esse nível, e não apenas com passagens de 3 meses pelos mares açorianos. Ou seja, a resposta é evasiva e nada esclarece”, referem.

“Atendendo aos compromissos assumidos pelos Governos da República e dos Açores, na declaração conjunta assinada em abril de 2016, esperava-se mais. Muito mais”, lamentam os deputados do PSD/Açores.

Berta Cabral e António Ventura lembram ainda que o PSD tinha inscrito no seu programa eleitoral das eleições Legislativas de 2015, “o compromisso de fixar parte dos recursos da Armada Portuguesa nos Açores. E é isso que continuamos a defender, ou seja há claramente uma visão e uma forma diferentes de defender os Açores, da nossa parte”, concluem.