Governo faz da visita estatutária às Flores um exercício de autoelogio e de repetição de promessas de investimento
Publicado em 10 de Novembro, 2017

O deputado do PSD/Açores eleito pela Flores considera que a visita estatutária do Governo regional à ilha das Flores não foi além de um mero “exercício de autoelogio” e da “repetição de promessas de investimento que nunca chegam a ser concretizadas”.

Segundo Bruno Belo, o próprio comunicado do Conselho de Governo, no qual deveriam estar respostas para os anseios dos florentinos, inscritos, de resto, no memorando do Conselho de Ilha das Flores, “está ao nível de um manifesto de uma pequena autarquia”.

A falta de projetos do executivo regional para as Flores, ao nível do investimento público, da Saúde e da Educação, foi de tal forma evidente, que até o Presidente do Governo, “já sem discurso, viu-se obrigado a referir os investimentos nos vários portos dos Açores”.

“Um empresário, ao ler o comunicado do Conselho de Governo, não consegue vislumbrar um único ponto de atratividade ao investimento nas Flores. Perante isso, há uma pergunta que se impõe: sem uma iniciativa privada dinâmica e motivada como é que se pode criar emprego e combater a precariedade laboral”, questiona, salientando que esse foi, entre outros, um dos problemas remetidos ao Governo no memorando do Conselho de Ilha.

Sobre o setor da Saúde, o Governo regional “não teve respostas para a falta de enfermeiros na ilha, para a falta de técnicos de fisioterapia e não apresentou soluções para a permanente confusão no processo de deslocação de doentes da ilha”, aponta Bruno Belo.

“O Governo fez uma visita ao Posto de Saúde das Lajes mas não clarificou o seu entendimento sobre em que consiste verdadeiramente o Posto de Saúde das Lajes”, afirmou o parlamentar do PSD/Açores eleito pelas Flores.

Da repetição de anúncios de investimentos públicos que nunca chegaram a ser executados, Bruno Belo destaca as obras de reabilitação da Escola Básica e Secundária que o Governo garantia em 2016, em resposta a um requerimento do PSD/Açores, estar em curso, ou ainda o compromisso assumido novamente pelo executivo de estudar a relocalização da Cada do Parque, uma casa de madeira no planalto central da ilha.

“Desconhece-se o registo da casa de madeira, que apresenta fortes sinais de degradação, ter sido utilizada e a única utilidade foi para quem a vendeu”, lamenta.

O deputado lamenta que para a história da visita estatutária do Governo às Flores fique “o tempo dedicado ao autoelogio e à referência aos sucessos da governação socialista” e menos tempo ao anúncio de “medidas públicas para dotar a ilha, de forma estruturada e consistente, de instrumentos para enfrentar as dificuldades e superar os desafios”, afirma.