Democracia falida – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 13 de Novembro, 2017

Em vésperas da discussão do plano e orçamento regionais somos brindados com a capitulação da Sinaga, que acaba com a produção para se tornar empacotadora de açúcar importado.

Após 7 anos nas mãos da Ilhas de Valor – empresa tutelada pela vice-presidência – a Sinaga tem já um passivo perto dos 27 milhões de euros, e é levada para um amargo epílogo.

Milhões em avales e cartas de conforto – esse modelo usado pela Vice-presidência e cujos avisos do Tribunal de Contas são ignorados como quando este referiu que “o enunciado da carta de conforto emitida em 29-07-2015, (…) no montante de 4,8 milhões de euros, tendo como patrocinada a Sinaga, S.A., é elucidativo quanto à utilização de cartas de conforto como forma de contornar o limite legal para a concessão de garantias pessoais”.

A Sinaga é o retrato de um regime que coloca as gerações futuras a pagar dívidas e juros.

O PSD pediu a audição urgente do Vice-presidente que tutela a empresa detentora do capital da Sinaga.
Avessos à transparência e ao cabal esclarecimento sobre o que levou a Sinaga à situação atual, a maioria socialista chumbou a audição daquele responsável político.

São os tiques autoritários de uma maioria que leva a democracia à falência.