Ciclo da “Casa” – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 27 de Novembro, 2017

Carlos César confessa-se entusiasmado com uma espécie de novo ciclo que lhe é revelado pela proposta de orçamento dos Açores para 2018.

Intrigou-me esta satisfação depois de ouvir um ror de críticas de algumas ilhas ou de representantes da sociedade civil, desapontados com a falta de credibilidade de documentos que adiam o essencial para o desenvolvimento coletivo.

Fui revisitar a proposta tentado a encontrar o que significasse um ciclo novo para a nossa autonomia e fiquei crente de vermos o fim da inscrição em planos anuais desse ícone da legislatura passada que é o projeto: “Casa da Autonomia”.

Inscrita pela primeira vez em 2013, a “Casa da Autonomia” já leva inscritos 9,2 milhões de euros, tendo sido executados mais de 1 milhão de euros!

Depois de nomeada – desde maio de 2014 – a “estrutura de missão” com uma coordenadora e dois vogais, será que é desta que vamos assistir a um novo ciclo com o fim do ciclo de inscrição desta obra, agora com mais 700 mil euros?

O fim das despesas extra com este projeto, por exemplo em rendas, será razão para algum contentamento neste capítulo, não vá a “Casa da Autonomia” ser uma “obra de Santa Engrácia” e lhe reservem o papel de panteão da autonomia.