Carlos Ferreira e Luís Garcia exigem ação concertada do Governo após descoberta de nova bactéria na piscina da Escola Manuel de Arriaga
Publicado em 07 de Novembro, 2017

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial, Carlos Ferreira e Luís Garcia, exigem uma ação concertada do Governo regional, nomeadamente entre secretaria regional da Educação e a secretaria regional da Saúde, para resolver as anomalias novamente detetadas na piscina do Complexo Desportivo da Escola Manuel de Arriaga, na Horta.

Em causa está o facto de a utilização da piscina ter voltado hoje a ser suspensa por tempo indeterminado, uma vez que o resultado de análises à água indicaram a presença de uma bactéria, ou seja, mostraram um resultado diferente das análises anteriores que já haviam levado ao encerramento da piscina em outubro.

Para os social-democratas açorianos, “é grave que a infraestrutura tenha sido reaberta sem se conhecerem as causas de tais anomalias, levando a que na semana passada centenas de alunos, que têm aulas na piscina, tenham sido expostos à bactéria que agora se descobriu”.

Carlos Ferreira e Luís Garcia instam, por isso, o executivo a clarificar se a resposta do Serviço do Desporto do Faial a essas anomalias “está adequada à gravidade da situação”, exigindo uma “ação concertada entre as duas secretarias regionais com responsabilidades na matéria e que têm o dever de assegurar que uma infraestrutura desta natureza não é reaberta sem um diagnóstico completo dos motivos que levaram ao seu encerramento”.

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial lembram que o Governo ainda não respondeu a um requerimento entregue no parlamento açoriano, através do qual os parlamentares manifestavam preocupação com a alteração da cor da água e outros indícios de anomalias, pedindo respostas para questões que têm que ver com a higiene e a salubridade da piscina utilizada por alunos da escola e pelo Clube Naval da Horta.

“Não só não tivemos ainda resposta a esse requerimento – o que nos leva a crer que o Governo não dispõe da informação que pedimos – como desconhece-se que bactéria foi agora identificada, que entidade a detetou, quais os riscos associados, se houve alteração dos parâmetros físico-químicos e bacteriológicos na realização das análises e há quanto tempo é possível que essa bactéria sobreviva na piscina do complexo”, frisam, adiantando que estas questões constam de um novo requerimento que será entregue no parlamento regional.

Carlos Ferreira e Luís Garcia sublinham que “o Governo tem de ser claro na sua atuação para resolver essa anomalia nas águas da piscina da Escola Manuel de Arriaga e consideram que o executivo “deve um esclarecimento público sobre o que se está a passar para tranquilizar alunos, encarregados de educação, professores e a sociedade civil”.