Sismologias – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 09 de Outubro, 2017

Foram tempos de muito fazer e de busca incessante de qualquer local que pudesse precisar de uma ajuda suplementar.

Falo do período que mediou agosto e outubro do ano da graça de 2017, isto é, o inteiro mês de setembro (no mínimo).

Qual pós sismo ou abalo de terra de intensidade acentuada, o quotidiano dos residentes entrou na sazonalidade de construções – uns a fazer, outros a ver – como se um pouco por toda a ilha se sinta necessidade de recuperar ou acrescentar mais umas obras e remodelações, com epicentro nesse fenómeno a que alguns chamam democracia em período pré-eleitoral.

Num corrupio de máquinas e manobras, de blocos de 15 para um lado e paletas de cimento para o outro, de carretos de areia, estuques, baldes de tinta, alumínios, telhas e telhados, madeiras e brita. Betão e outros materiais próprios para tapar o buraco a que os mesmos chamam de quadradinho para colocar a cruzinha no boletim de voto.

Foi um período de boom económico do agrado, estou certo, das finanças públicas, com previsão de uma significativa colecta, resultado de tão intensa actividade económica.

A não ser que esteja enganado e que, no final das contas, acabe o erário público ainda mais depauperado.

Oxalá a terra pare de tremer a este ritmo. Digo eu!