A céu aberto – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 23 de Outubro, 2017

Há um ano denunciámos a situação preocupante do centro de processamento de resíduos da ilha Graciosa.

Uma obra de mais de 6 milhões de euros, inaugurada em 2012, viu-se complementada com a selagem das lixeiras da ilha e a separação de resíduos pela população (mais dois milhões).

Com pouco mais de quatro anos de funcionamento, o centro de resíduos da Graciosa é uma nódoa ambiental.
Há um ano dávamos provas de que isto iria acabar em lixeira a céu aberto que é o que aquele centro de resíduos é neste momento.

Uma infâmia, diziam os gloriosos senhores (em sentido lato) da ilha reserva da biosfera e campeã de separação do lixo.

Sempre a mesma coisa, comentavam, sempre a falar mal do paraíso ambiental em que gostam de fazer fundir os seus imensos egos em forma de selfie.

Entretanto o lixo, desde essa altura, é varrido para debaixo do tapete, onde deixou de caber e agora é foco de um sério problema de saúde pública e de mais uma machadada na imagem de uma ilha que tem tudo de bom para oferecer.

Quando é para aparecer nas estatísticas da separação do lixo vestem fato domingueiro e de barba feita apresentam-se como o criador. Depois o lixo é misturado (é nesta parte que se repara que o sorriso da foto é amarelo!).

Contas feitas são oito milhões que em quatro anos foram reciclados…

Em lixo!