Comunicado: Vasco Cordeiro é politicamente responsável pelos problemas na operação da SATA
Publicado em 01 de Agosto, 2017

O Presidente do Governo Regional dos Açores quebrou o silêncio a que se remeteu nas últimas semanas sobre os problemas operacionais e técnicos da SATA para reconhecer que a operação da transportadora aérea regional “não está a correr às mil maravilhas”.

A ligeireza com que Vasco Cordeiro se referiu ao caos que se instalou na SATA é reveladora do entendimento que o Governo Regional tem dos incidentes que ocorreram e que continuam a ocorrer na operação da companhia e que se traduzem em graves prejuízos para os passageiros, para o Grupo SATA e para a imagem da Região.

Para o Governo Regional dos Açores, os incidentes que afetam a operação da SATA, numa época do ano crucial para a Economia açoriana, não passam, afinal, de um conjunto de circunstâncias que dão “uma abordagem, uma ideia mais densa a esta situação”.

A dificuldade de Vasco Cordeiro explicar os insucessos da governação socialista nos Açores não é novidade, mas, neste caso, é agravada pelo facto de o próprio ter, desde há quase 10 anos, responsabilidades diretas na companhia aérea, primeiro como secretário regional da Economia, com a tutela do Grupo SATA, e agora como chefe do Executivo.

Espera-se, pois, de um governante com responsabilidades diretas na gestão de uma empresa pública, no caso a SATA, e perante os problemas operacionais e técnicos da companhia aérea, mais do que uma nota de intenções para que tudo volte à normalidade.

Vasco Cordeiro tem de explicar porque é que a operação da SATA não está a conseguir dar resposta aos açorianos que precisam da companhia para se deslocar inter-ilhas ou para fora da Região, ou porque é que a transportadora está a falhar aos empresários e aos turistas que procuram a Região.

O Presidente do Governo deve essa explicação objetiva e cabal e não pode refugiar-se nas opções do Conselho de Administração do Grupo SATA já que se trata de um órgão da confiança e nomeado pelo Governo Regional dos Açores, acionista maioritário da SATA.

A SATA é uma empresa estratégica para a Região e, neste sentido, o PSD/Açores espera que o caos que se instalou na companhia seja rapidamente resolvido e que os problemas operacionais e técnicos resultantes da má gestão da transportadora sejam resolvidos a bem da própria empresa, dos seus trabalhadores, dos açorianos e da Economia açoriana.

O PSD/Açores, no plano da sua atividade parlamentar e partidária, tem denunciado os problemas na operação da SATA, e alertado para as suas consequências, exigindo uma resposta concreta por parte do Governo e da administração da SATA.

A 30 de junho, o PSD/Açores emitiu um comunicado através do qual exigiu ao Governo e à administração da SATA que adotassem medidas para resolver a situação. Infelizmente, tal não veio a acontecer, pelo contrário, agravou-se o caos na operação.

O PSD/Açores acompanha, naturalmente, a preocupação expressa pelos açorianos, pelos empresários e suas organizações representativas, e pelos promotores turísticos com os danos que a operação da SATA está a causar no dia-a-dia de quem vive, trabalha, investe ou visita os Açores, num ano em que o interesse turístico pela Região disparou.