Maria João Carreiro insta Governo a não descurar fiscalização das refeições escolares
Publicado em 13 de Julho, 2017

O cumprimento dos critérios de segurança alimentar, qualidade nutricional e quantidade das refeições recomendadas para crianças e jovens em idade escolar exige uma rigorosa ação fiscalizadora por parte do Governo, uma vez uma alimentação inadequada poderá comprometer o crescimento e o desenvolvimento dos alunos neste período do ciclo de vida.

A alerta foi deixado por Maria João Carreiro, deputada do PSD/Açores, durante o debate parlamentar sobre a petição “Inclusão de uma alternativa vegetariana nas cantinas/refeitórios das Escolas da Região”, apresentado na Assembleia Legislativa dos Açores por Jéssica Costa Pacheco.

Segundo a deputada, “a alimentação saudável deve ser uma prioridade dos decisores políticos da Região”, razão pela qual o executivo não pode descurar a fiscalização das refeições servidas nas escolas da Região, nomeadamente nos cadernos de encargos para a prestação deste serviço por parte de empresas externas às escolas que, reforça, “devem obedecer de forma rigorosa aos requisitos previstos para os alunos em idade escolar”.

“Muitos alunos passam grande parte do seu dia nas escolas, onde almoçam, logo, cabe à escola a responsabilidade acrescida de oferecer refeições saudáveis, equilibradas e seguras, que ajudem a preencher as necessidades nutricionais dos jovens”, salientou.

Sobre a proposta de incluir uma alternativa vegetariana nas escolas/cantinas das escolas, Maria João Carreiro sublinhou que “os maus hábitos alimentares têm repercussões ao nível da saúde, com consequências no aproveitamento escolar”, registando como positivo o anúncio do secretário regional da Educação de que, no próximo ano letivo, todas as escolas da Região terão uma opção vegetariana nas suas cantinas ou refeitórios.

A parlamentar social-democrata frisou que os Açores são uma das Regiões do país com a mais alta taxa de obesidade infantil, estando Portugal no ‘Top Five’ em obesidade infantil, a par de Espanha, Itália, Malta ou Grécia, segundo alertou Ana Isabel Rito, investigadora do Instituto Ricardo Jorge.

“As escolas enquanto espaços educativos e promotores de Saúde devem criar cenários valorizadores de uma alimentação saudável, não só através dos conteúdos curriculares, mas também através da oferta alimentar em meio escolar, para que todas as crianças e adolescentes sejam progressivamente capacitados a fazer escolhas saudáveis”, afirmou Maria João Carreiro.