Governo está a ser politicamente negligente e irresponsável na descontaminação da Terceira
Publicado em 28 de Junho, 2017

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, António Ventura, acusou ontem o Governo de estar a ser “politicamente negligente e irresponsável no processo da descontaminação que afeta a Ilha Terceira”, isto depois do Ministro dos Negócios Estrangeiros “não ter tido resposta sobre a origem do financiamento para a descontaminação, já que não o consegue obter dos Estados Unidos”, afirmou.

No âmbito da audição de Augusto Santos Silva na Comissão dos Negócios Estrangeiros, a pedido do PSD, o deputado açoriano questionou o governante sobre o necessário financiamento para a descontaminação dos solos e aquíferos da Ilha Terceira, “sem obter qualquer resposta do senhor ministro”, frisou.

“Enquanto o Governo não consegue obter o financiamento do Governo dos EUA para uma descontaminação abrangente e responsável, a contaminação não espera e atinge níveis preocupantes, a cada dia que passa”, alertou António Ventura.

“Já que o Governo não consegue obter financiamento dos EUA, terá de fazê-lo através do acordo NATO-SOFA, do Orçamento de Estado ou de outro meio. Mas o Governo tem de dizer, rapidamente, o que vai fazer e como”, disse o social democrata.

Para António Ventura, a ausência de resposta do ministro revela “um continuado desinteresse do Governo pelo processo da descontaminação, provando o fracasso das negociações com os EUA na última reunião da Comissão Bilateral sobre a Base das Lajes. Onde o ministro nem marcou presença”.

O deputado lembra que as críticas ao Governo “não são só do PSD, pois também o Presidente do Governo Regional dos Açores tem tecido críticas que aludem a uma leviandade do Governo da República”.

Na audição de ontem, “O ministro foi vago e fugiu às questões concretas sobre os resultados da reunião da bilateral, não explicando o insucesso para o lado português”, acrescentou António Ventura.

O deputado do PSD/Açores assumiu o compromisso de “continuar a acompanhar politicamente o processo, para que este seja transparente e não seja trocado por outros interesses”, concluiu.