Deputados do PSD questionam Ministro Azeredo Lopes sobre falta de agentes na Polícia Marítima
Publicado em 19 de Junho, 2017

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral e António Ventura, questionaram hoje o Ministro da Defesa sobre a falta de agentes e de investimento na Polícia Marítima nos Açores.

Na missiva dirigida a Azeredo Lopes, os social democratas querem saber “o ponto de situação do concurso para recrutamento de novos agentes da Polícia Marítima”, perguntando igualmente “quantos agentes serão recrutados e, desses, quantos vão ser colocados nos Açores”.

Considerando que a insularidade e a geografia requerem uma ação e atenção acrescidas e permanentes, por parte da Polícia Marítima, os deputados querem explicações do Executivo sobre “os investimentos previstos em equipamento a afetar aos Açores”, assim como “a cronologia da sua efetiva concretização”, sublinham.

“A Polícia Marítima é essencial para garantir o cumprimento das leis e regulamentos nos espaços integrantes do domínio público marítimo, áreas portuárias, espaços balneares e demais espaços marítimos”, referem Berta Cabral e António Ventura, lembrando que temos “milhares de quilómetros de costa, centenas de zonas balneares e dezenas de áreas portuárias, que exigem uma intervenção atuante e vigilante por parte daquela força policial”.

Os deputados do PSD acrescentam que os Açores “dispõem de um conjunto significativo de reservas naturais e recursos piscatórios, que devem ser preservadas”, sendo que o crescente aumento do turismo “justifica uma cada vez maior atenção por parte das entidades policiais, em todas as ilhas”.

Berta Cabral e António Ventura alertam o Ministro Azeredo Lopes para o facto de o efetivo da Polícia Marítima nos Açores “estar reduzido a cerca de metade do previsto, com a média de idades atual dos agentes situada acima dos 40 anos”.

“Tendo em conta que o cenário em que atuam é em regra adverso, em particular no que respeita ao mar dos Açores, é indispensável garantir o reforço e o rejuvenescimento desse efetivo. Até porque Portugal ultrapassou os principais constrangimentos financeiros associados ao período de ajustamento, impostos pela Troika”, concluem.