PSD/Açores questiona operacionalidade do porto de São Roque do Pico
Publicado em 26 de Fevereiro, 2016

O PSD/Açores questionou a operacionalidade do Porto de São Roque do Pico, “passados mais de 15 meses sobre o trágico acidente, que vitimou mortalmente um passageiro do navio Gilberto Mariano, quando este iniciava uma escala naquele porto”, lembra o deputado Cláudio Lopes.

“O acidente ocorreu a 14 de novembro de 2014 e, desde então, os navios Mestre Simão e o Gilberto Mariano deixaram de operar naquele porto com a rampa de popa, utilizando a rampa Ro-Ro daquela infraestrutura portuária”, lembra o social-democrata.

“Assim, está interdito, há mais de quinze meses, o transporte de viaturas para aquele porto, o que tem prejudicado os empresários, sobretudo das ilhas do Pico e de São Jorge, afetando naturalmente as economias das duas ilhas”, adianta Cláudio Lopes.

O deputado do PSD/Açores acrescenta que, “durante todo este período, verificaram-se igualmente alterações frequentes nos horários das ligações, causando uma natural incerteza de itinerários entre as referidas duas ilhas, o que prejudica, em muito, os utentes daquele serviço público”, refere.

Cláudio Lopes considera que, “passado tanto tempo, não se compreende que ainda não tenha sido colocado no Porto de São Roque um cabeço de amarração, alternativo ao que colapsou em novembro de 2014, visando a retoma da normalidade do serviço público de transporte marítimo de passageiros e viaturas no Triângulo”.

Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o deputado solicitou mesmo à tutela “uma data para que essa reposição seja feita”, sendo que “a manutenção ou substituição dos cabeços sinalizados por uma inspeção realizada pela Portos dos Açores aos portos da Região, também parece mantida em segredo”.

Cláudio Lopes lembra que a referida inspeção, “realizada há cerca de um ano, identificou cabeços de amarração em má (74%) e péssima (90%) condição. Pelo que é incompreensível que, até hoje, não se tenha mexido nos cabeços”.

“Isso apenas revela um profundo desleixo da empresa responsável pela manutenção daquelas infraestruturas portuárias, para mais quando o acidente de 2014 pode ter sido causado pela falta de manutenção prolongada dos cabeços de amarração instalados no porto de São Roque”, concluiu.