Proteção das crianças deve ser feita por via da prevenção
Publicado em 18 de Fevereiro, 2016

O PSD/Açores considerou que o Governo Regional “deve apostar, cada vez mais, na prevenção em detrimento da remediação, para que se evitem situações de violação e estigmatização das crianças e dos jovens dos Açores”, disse a deputada Judite Parreira.

A social-democrata falava durante a análise ao relatório final do grupo de trabalho “Análise e avaliação das políticas públicas regionais açorianas de proteção das crianças”, um documento que mereceu aprovação por unanimidade, “permitindo confirmar uma evolução positiva ao longo dos dez anos em análise “, realçou.

“Mesmo se o número de respostas aumentou consideravelmente, ainda há aspetos negativos, que urgem ser melhorados e dos quais foram feitas várias recomendações à tutela. Falamos das crianças, que são o nosso futuro e o nosso ativo mais importante.”, avançou Judite Parreira.

A deputada apontou a necessidade de “trabalhar em alternativas e aumento de recursos sociais locais, a fim de melhorar as medidas de promoção e proteção às crianças em situação de risco, sobretudo o apoio junto das famílias porque, a educação da criança deve começar com a formação dos pais”.

“Mas a necessidade mais apontada prende-se com a urgência em melhorar a formação dos monitores e educadores nas Instituições de Acolhimento. Que precisam de dotar os seus quadros técnicos com capacidades para intervenções especializadas, que permitam uma maior eficácia das respostas”, disse Judite Parreira.

A deputada alertou também para o facto de, por limitações temporais, não ter sido possível alargar o objeto do estudo deste Grupo de Trabalho aos dezoito anos, apesar de ser esta a faixa etária mais preocupante, na opinião das instituições visitadas, “por ser a idade em que os jovens estão mais permeáveis e desprotegidos, existindo um hiato sem resposta entre os 12 anos (limite dos ATL’s) e os 15 anos (frequência dos CDIJ’s), que exige rápida solução, pelo que essa análise deve ser urgentemente realizada”.

Para a deputada do PSD/Açores, “e muito embora a intervenção precoce já exista em todos os concelhos, ela não funciona de igual modo e, em alguns casos, não funciona bem. É necessário uniformizar procedimentos para as mesmas respostas em relação às várias instituições”.