PSD/Açores quer saber ponto de situação da nova Escola Básica Integrada de Capelas
Publicado em 28 de Janeiro, 2016

O PSD/Açores questionou o Governo Regional sobre a situação do projeto para a construção das novas instalações da Escola Básica Integrada (EBI) de Capelas, em São Miguel, “cujo concurso público foi aberto em junho de 2014”.

“É uma obra que, ao longo dos anos, tem sido promessa eleitoral dos diversos governos do PS, e que consta, sucessivamente, do Plano e Orçamento, desde 2014 até este ano”, disse o deputado Cláudio Almeida.

O social-democrata lembra que, no passado dia 18 de janeiro, “o Governo Regional encerrou, por razões de segurança, o bloco D da EBI de Capelas, sendo que o Secretário Regional da Educação e Cultura já afirmou que será feita uma orçamentação da requalificação de todos os blocos da mesma, assim como a construção de um novo bloco, que substitua o bloco afetado. E frisou que a situação apenas antecipou uma intervenção que estava destinada para um pouco mais tarde”.

Assim, Cláudio Almeida diz que, “face ao anúncio do Governo Regional, em 2014, visando a demolição do edificado existente, uma iniciativa com um custo estimando em 400 mil euros, queremos saber o ponto de situação do mesmo. Quem concorreu, com que valores, se o concurso foi anulado e porquê, assim como os prazos de orçamentação para as outras intervenções, entretanto dadas a conhecer”, questiona.

O parlamentar lembra também que “foi em 1997 que o Conselho Executivo daquele estabelecimento de ensino solicitou à Direção Regional da Educação obras de remodelação e manutenção dos edifícios existentes. E, nessa altura, o governo alegou que seria mais viável construir um edifício novo, em vez de reabilitar o existente. Passaram-se 19 anos”, sublinha.

“A EBI de Capelas foi construída em 1985. Ao fim de 30 anos apresenta naturalmente desgaste e degradação nos seus edifícios”, diz Cláudio Almeida, criticando a tutela pela “manifesta indecisão no processo, pois prometeu a construção de um novo edifício, procedeu à abertura do concurso público para o projeto, mas depois avança com a requalificação dos blocos existentes. É uma postura incompreensível”, conclui.