PSD/Açores considera “prematuro” avaliar intervenção no BANIF
Publicado em 14 de Janeiro, 2016

O presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores considerou que “é prematuro dizer que a atuação do Governo da República no processo do BANIF foi a mais correta”.

“Isso merece-nos algum cuidado, dada a necessidade, que ainda não se efetivou, de uma avaliação independente de todo o processo”, avançou António Marinho.

O social-democrata referiu-se essencialmente à realidade açoriana que a questão encerra, sublinhando que “estamos perante um banco que, sendo pequeno no contexto nacional, tinha uma dimensão muito importante nos Açores, pois era a entidade bancária de maior peso no arquipélago”.

António Marinho referiu que é preciso saber “muito bem o que se vai passar com a instituição que surgiu com o desaparecimento do BANIF, em termos de trabalhadores e respetivas reformas, em termos da sua rede comercial, e em termos das respostas efetivas a dar aos nossos emigrantes”.

“Deve-se, por isso, acompanhar a situação, e não ir pela batalha política pura e dura. Vamos averiguar o que se passou, e não tiremos, à partida, conclusões precipitadas”, defendeu.

Segundo António Marinho, “há situações, especialmente nos Açores, que parecem ter sido resolvidas no imediato, salvaguardando os interesses dos depositantes e das empresas”.

“Mas há várias matérias que suscitam muita preocupação, afinal o que se passa hoje, poderá ser diferente a muito curto prazo, nomeadamente a situação dos trabalhadores”, alertou.

“É preciso saber se vai ser mantida a política de proximidade daquele banco, que estava presente em todos os concelhos da Região”, referiu, lembrando que “é também necessário saber o que se vai passar na Diáspora, pois o suporte financeiro do BANIF nos Açores dependia, em grande escala, dos depósitos dos nossos emigrantes”.

“Não podemos igualmente deixar que este processo se venha a refletir negativamente na economia dos Açores e na confiança dos açorianos nas suas instituições”, adiantou o social-democrata.

“O PSD/Açores vai acompanhar a situação atentamente. Esperemos que o Governo Regional faça o mesmo”, concluiu António Marinho.