Opinião de Cláudio Lopes – 2016, ano de Esperança
Publicado em 11 de Janeiro, 2016

Em cada ano que passa, renovamos a esperança de um ano melhor.

Nesse domínio, na aurora deste novo ano civil, o sentimento é o mesmo.

Na verdade, a avaliação que possamos fazer do ano que findou, requer que olhemos para o Novo Ano com imensa vontade de que surjam boas novidades.

Os níveis de desemprego, os indicadores de saúde e de educação, a pobreza que grassa na sociedade açoriana, só nos impelem a ter a esperança de que em 2016 tudo melhore um pouco, por pouco que seja.

Para os Açores e para os açorianos em geral, em termos de economia e de melhoria social recordo-me apenas de duas boas medidas:

1) A redução das tarifas aéreas entre os Açores e o Continente para todos os açorianos, beneficiando uns mais do que outros da liberalização do espaço aéreo para a nossa Região. Mesmo assim o balanço é positivo, pois todos acabámos por beneficiar desta alteração muito importante.

2) A descida dos impostos. Embora nesta matéria o Partido Socialista e o Governo que suporta não tenha, lamentavelmente, ido mais longe no alcance desta medida, como poderia ter ido. Se o tivesse feito teria sido muito melhor para a economia regional.

Estas duas boas novidades para os Açores e para os açorianos, que aconteceram em 2015, têm muito do esforço e da influência política do PSD/Açores. Alguns, daqueles que deveriam ter sido mais diligentes neste domínio, tentaram apropriar-se desta conquista, mas a verdade é que estas duas boas medidas aconteceram por decisão do Governo da República tendo como Primeiro-Ministro, o Dr Passos Coelho, e fruto de muita insistência do líder do PSD/Açores, o Dr Duarte Freitas.

Uma vez alcançados os benefícios, a tendência de uns é fazer esquecer quem conseguiu essas medidas e a de outros é reclamar para si a vitória, mesmo que o façam de forma injusta. Mas como não têm vergonha, fazem-no com a maior desfaçatez.

Falemos então de esperança para o Novo Ano.

Em 2016 completamos quarenta anos da nossa Autonomia.

Atingimos também o fim de um “regime” de vinte anos de governação socialista nos Açores que sucedeu a vinte anos de governação social-democrata.

Ambos os ciclos tiveram os seus méritos e as suas vicissitudes. E se em 1996, os açorianos entenderam que o mesmo partido a governar os Açores durante vinte anos correspondia a tempo demais e à necessidade de mudar de Governo, quero acreditar que nas eleições regionais que se realizarão para o final deste ano, os açorianos têm, de novo, razões mais do que suficientes para operarem, nas urnas, uma mudança de rumo político na governação dos nossos Açores.

A minha fundada esperança é assim que os açorianos terão essa lucidez.

O PSD/Açores está hoje melhor preparado para ser alternativa de Governo, do que estava o PS em 1996. É possível fazer melhor pelos Açores, sobretudo se em muitos aspetos se fizer diferente!

O PSD/Açores tem nos seus quadros gente muito bem preparada para assumir determinadas áreas da governação e é um partido aberto à sociedade civil da qual irá certamente recrutar gente muito competente para um Governo.

O importante é ter um bom projeto de governação. Tal projeto tem de ser construído para os açorianos e com os açorianos.

Esse é o trabalho que vem sendo feito há algum tempo pelo líder do PSD/Açores, que se intensificará, certamente, nos próximos tempos.

Quem gosta desta nossa Terra e tem vontade de participar ativamente na construção de um futuro melhor para todos nós e dos nossos filhos, deve aproximar-se e colaborar.

Tenho esperança que 2016 será um ano de renovação da política e da Governação nos Açores.

Ano Novo, Vida Nova!

Um Bom Ano para todos.