Governo e PS “escondem verdadeiros problemas da SATA”
Publicado em 13 de Janeiro, 2016

O PSD/Açores afirmou que o PS aprovou sozinho o relatório da Comissão de Inquérito ao Grupo SATA, de modo “a esconder os problemas da empresa, assim como uma gestão em que o Governo Regional interferiu sempre, o que prejudicou, como hoje se comprova, uma empresa que se encontra falida”, disse o deputado Jorge Macedo.

“A SATA não dispõe de um sistema de controlo de despesas correntes”, deu como exemplo o social-democrata, referindo que “quem o afirmou foi o seu diretor financeiro, não é o PSD que o diz. E é inadmissível que uma empresa daquela dimensão apenas controle as suas despesas de investimento”.

Jorge Macedo lembrou que “as várias rotas deficitárias que a SATA Internacional iniciou, e que depois extinguiu, avançaram sem estudos feitos, e apenas com a orientação do Governo para disfarçar a promoção amadora do destino Açores. A SATA não é a camioneta da carreira do Governo para ir buscar turistas ao centro da Europa, quando a promoção turística do governo foi incapaz de os trazer. Isso é ingerência clara com resultados desastrosos para a SATA”, sublinhou.

“O próprio Dr. Luís Parreirão – anterior presidente do Conselho de Administração da empresa – contradisse-se mal tomou posse, sobre um estudo feito que ele mesmo acompanhou como vogal da Administração”, recordou, reforçando que “a SATA vive uma estratégia errante, em que o que é verdade hoje, amanhã já não é”.

“Daí que surjam as dívidas monstruosas a fornecedores e um passivo que não pára de aumentar”, disse Jorge Macedo, para quem “não foi o mundo que esteve contra a SATA, como o PS quis aqui fazer crer, foram Vasco Cordeiro, Gomes de Menezes, Luís Parreirão e Vitor Fraga que estiveram contra a SATA”, concluiu o deputado do PSD/Açores.

Por seu turno, o deputado Joaquim Machado frisou que “a pluralidade do parlamento, emanada pelo povo açoriano, é saudável e necessária, pelo que não pode conduzir à acusação injusta e ignóbil de que há açorianos que querem mal à SATA”, afirmou.

Para o social-democrata, “o problema da SATA não é que de quem questiona a sua situação, nem de quem a defende, mas sim de quem, ao longo de quase 20 anos, teve a responsabilidade de a dirigir e de a tutelar”, considerou.

Segundo Joaquim Machado, “para o PS, a culpa da calamitosa situação financeira a que a empresa chegou é de tudo e de todos, menos do Governo Regional, acionista único, e das sucessivas administrações que nomeou para a empresa”.

“Para o Governo Regional e o PS, a SATA não está em falência técnica, nem vive todas as dificuldades que toda a gente reporta, em que se incluem o aumento em 400% da própria dívida do governo à empresa. Para o Governo Regional e o PS é normal que assim seja”, criticou.

Joaquim Machado salientou que “o Governo Regional e o PS ignoram o clima de medo que se abate sobre os trabalhadores da SATA, e isso desacredita o parlamento, os políticos e a autonomia. Numa democracia a valer, acreditamos, tudo seria diferente. E assim será, quando terminar este regime socialista de 20 anos”, concluiu.