Fim da imprensa nas Flores é “sinal de alarme” para os açorianos
Publicado em 13 de Janeiro, 2016

O PSD/Açores considerou que o fim da imprensa em mais uma ilha do arquipélago deve ser “um sinal de alarme para os açorianos, um sinal que nos deve incomodar e interpelar. O escrutínio dos poderes públicos e privados, políticos e económicos, não existe sem uma comunicação social forte e independente”, disse o deputado Bruno Belo.

Na apresentação de um voto de pesar pelo recente fecho do jornal “O Monchique”, da ilha das Flores, o social-democrata lembrou que a ilha se junta assim “ao Corvo e à Graciosa” como as “que não têm qualquer jornal local, apesar de um passado rico nesse domínio”, mostrando preocupação por “o registo futuro da história coletiva dessas ilhas apresentar agora uma carência flagrante”, referiu.

Para Bruno Belo, “a pluralidade de vozes que nos forma não existe sem imprensa”, lamentando que, com o desaparecimento do jornal “o Monchique”, devido “à falta de publicidade comercial e institucional, e mesmo à apatia de muitos assinantes, se perca a dedicação extrema dos seus proprietários, ao longo de 18 anos. E depois de 130 anos de imprensa escrita nas Flores”, frisou.

O deputado do PSD/Açores realçou ainda que a publicação de “O Monchique” se deveu, essencialmente, “à persistência do seu diretor, José António Corvelo Freitas, que cumpriu mais de trinta anos de colaboração na imprensa escrita dos Açores.”.

“O conhecimento informado da nossa vida não existe sem imprensa, e isso deve ser tido em conta por todos os açorianos e todos os seus representantes”, concluiu Bruno Belo.