Carta Regional de Obras Públicas é “flop” do governo socialista
Publicado em 14 de Janeiro, 2016

O PSD/Açores considerou que a Carta Regional de Obras Públicas (CROP) “não passa de um “flop” do governo socialista”, apelidando o documento como “propaganda pura, que se resume a uma mera gestão de expetativas”, criticou o deputado Cláudio Lopes.

O social-democrata acusou o Secretário Regional dos Transportes e Turismo “de não responder à Comissão de Política Geral, que pediu os resultados efetivos da CROP, em outubro do ano passado. Possivelmente porque não tem elementos nem números para divulgar”, avançou.

Cláudio Lopes recordou que, “em maio de 2012, o governo acenou com uma bandeira para salvar o setor da Construção Civil, chamada CROP. E foi Vasco Cordeiro, ainda como Secretário Regional da Economia quem fez o anúncio”.

“A verdade é que só oito meses depois do mesmo Vasco Cordeiro tomar posse como Presidente do Governo Regional, em junho de 2013, a CROP teve uma primeira versão. Com o Governo Regional a anunciar que anteciparia 50 empreitadas, investindo 84 milhões de euros no setor, até ao final desse ano”, lembrou.

“Mas a realidade tem sido bem diferente e, ao que conseguimos apurar, em outubro de 2015, apenas 7,8 milhões de euros estavam executados ao abrigo da CROP, ou seja apenas 9% do que foi prometido. É muito pouco”, diz Cláudio Lopes.

O deputado recordou os números que orientavam o documento: “a primeira versão da CROP avançava com 620 milhões de euros, para investir em 4 anos. Mais de um ano depois, retirados os 60 milhões da obra do cais de cruzeiros de Angra, os valores baixaram para 570 e já era 2020 o horizonte da CROP”.

“Ou seja, a CROP refugia-se num discurso recorrente, considerando que o início dos procedimentos de uma obra já são execução, e os seus valores e resultados, que o Governo Regional ainda não forneceu, afiguram-se como vergonhosos”, acusa Cláudio Lopes.

O social-democrata acrescenta que “a constatação de todos estes factos são um verdadeiro insulto para os açorianos que foram despedidos em virtude da crise instalada na construção civil. E demonstra bem o cansaço e a falta de soluções deste regimes socialista de 20 anos”, concluiu.