Promessas feitas aos picoenses continuam por cumprir
Publicado em 01 de Dezembro, 2015

O PSD/Açores dirigiu críticas às promessas “incumpridas” pelo Governo Regional na ilha do Pico, referindo que, “tanto no processo dos Estaleiros Navais da Madalena, como no projeto de reordenamento do Porto comercial de São Roque, o executivo do PS não cumpriu o que prometeu”, disse o deputado Cláudio Lopes.

Para o social-democrata, “os Estaleiros Navais do Pico são uma saga de negócios falhados pelo Dr. Vasco Cordeiro, como Secretário Regional da Economia e, nos últimos 3 anos como Presidente do Governo Regional”, adiantou.

“Constam dos manifestos eleitorais e entram nos discursos oficiais dos governantes, mas de lá não saem. Prometeu-se a sua requalificação, mas ela nunca se concretizou”, criticou Cláudio Lopes.

Considerando que é uma estrutura “importante para a economia do Pico e da Região”, o deputado do PSD/Açores refere que se poderia, com a sua reanimação, “criar dezenas de postos de trabalho, e evitar a saída anual de centenas de milhares de euros da Região para Estaleiros da Madeira e do Continente português”.

“Mas este Governo não descola da promessa, nunca cumprida, restando saber se o recente anúncio do Secretário Regional do Turismo e Transportes, de que irá abrir concurso público para a exploração dos estaleiros, é para levar a sério ou se é apenas mais uma manobra de diversão”, questiona Cláudio Lopes.

Quanto ao reordenamento do Porto comercial de São Roque, trata-se de um compromisso “que o próprio presidente do governo, então ainda candidato e a 5 meses das eleições regionais, assumiu”, refere, lembrando que “está em causa um projeto de cerca de 40 milhões de euros, e um investimento estruturante, não só para a ilha do Pico, mas sobretudo para o Triângulo”, frisa o parlamentar.

“A promessa foi avançada a 4 de abril de 2012 e, neste caso, é claro como água que o Dr. Vasco Cordeiro veio ao Pico enganar os picoenses”, afirma Cláudio Lopes.

O social-democrata recorda ainda que “o projeto do Porto de São Roque rola de Plano em Plano, mas não sai dos laboratórios, pois há mais de três anos que anda a ser ensaiado. Para 2016, está inscrita uma verba de 500 mil euros, de uma obra que deve custar quase 40 milhões, o que deixa também fácil de verificar que pouco ou nada será feito em 2016”, conclui.