Governos socialistas faliram a SATA
Publicado em 10 de Dezembro, 2015

O PSD/Açores acusou os governos regionais do PS de “terem levado a SATA à falência” e considerou que o atual governo “não pode continuar entretido a destruir uma empresa que é estratégica para os Açores e para os açorianos”, disse o deputado Jorge Macedo, lembrando que o relatório sobre a Conta da Região de 2014 “mostra que o Grupo SATA está em falência técnica”.

O social-democrata disse que forma os executivos do PS “que instrumentalizaram permanentemente a empresa”, levando a cabo “ingerências” no dia a dia da mesma, “e não só as rotas internacionais que o Governo Regional mandou fazer foram um desastre de 25 milhões de prejuízo, como a base na Madeira se revelou ruinosa em larga escala”.

Jorge Macedo criticou ainda o “entra e sai” de membros na administração da SATA, que considerou “uma vergonha”.

“Nos últimos quatro anos, saíram e entraram Luísa Shanderl, Luís Silveira, Victor Fraga, Rui Quadros, Gomes de Meneses, Luís Parreirão, Francisco Gil, Francisco Franco e João Soares. Na SATA, o que é verdade hoje, amanhã já não é”, disse o deputado do PSD/Açores.

“Quando o Presidente do Governo Regional refere que tem que haver respeito e responsabilidade, esquece-se que foi exatamente isso que faltou nos últimos anos, por parte dos executivos do PS, em relação à SATA”, afirmou.

“A SATA devia ser a nossa empresa e não o vosso brinquedo”, disse o deputado, dirigindo-se ao Governo Regional.

No mesmo debate, o deputado Joaquim Machado considerou que a mudança verificada na transportadora aérea regional foi apenas “uma dança de cadeiras, estando longe de ser uma medida estratégica ou um ato de renovação”, avançou.

O deputado recordou que a SATA acumulou “mais de 160 milhões de euros de dívidas à banca, pondo mesmo os açorianos a pagar 5500 euros de juros por dia, relativos à divida que o Governo Regional, seu principal accionista, tem à empresa. O governo deve mais de 25 milhões de euros à SATA, que vão demorar cinco ou seis anos a pagar”.

Sobre a nova liderança da empresa, o social-democrata lembrou que “o que hoje dizem o governo e o PS sobre o Engº Paulo Meneses, já disseram sobre anteriores presidentes do conselho de administração. Com António Cansado e António Gomes de Meneses foi assim, e eram os melhores até se romper o entendimento, passando depois a já não servirem”, criticou.

Sobre Luís Parreirão, “o antigo Secretário de Estado de José Sócrates, e administrador da Mota Engil”, Joaquim Machado considerou que “veio aos Açores fazer uma veradeira comissão de serviço partidário, integrando a administração da empresa para depois a presidir. Desconsiderou então opções em curso, e deitou literalmente para o lixo estudos que custaram mais de meio milhão de euros, decidindo mesmo à revelia desse estudos”.

“Luís Parreirão desenhou uma gestão até 2020, mas abertas de novo as portas do poder pelo novo Governo da República, usurpado pelos socialistas em Lisboa, bateu asas e seguiu novamente para outras tarefas”, concluiu.