Secretário do Turismo e Transportes “sem respostas” para a ilha Terceira
Publicado em 26 de Novembro, 2015

O PSD/Açores lamentou que o Secretário Regional do Turismo e Transportes “não tenha respostas para a ilha Terceira”, ilha que viu toda a sua economia “estrangulada pela condução da política regional de transportes, aéreos, marítimos, de passageiros e de cargas”.

“É grave, tratando-se da segunda maior realidade social e económica da Região”, disse o vice-presidente do grupo parlamentar, Luís Rendeiro.

“A mesma Terceira que, a par de Graciosa e Santa Maria, está em contra-ciclo com o crescimento do turismo regional, sem que sejam avançadas soluções eficazes”, acrescentou, durante a discussão do Plano e Orçamento para 2016.

Luís Rendeiro denunciou que “a SATA e a TAP reeditaram o oligopólio com que extorquiam os açorianos antes da entrada em vigor do novo modelo de transportes aéreos da Região”, com a companhia aérea pública dos Açores, “a financiar-se à custa dos açorianos que precisam de se deslocar entre a Região e o continente a partir da Terceira. E os turistas, perante passagens superiores a 600 euros, pura e simplesmente não vêm à Terceira”.

O social-democrata referiu ainda “a ausência de promoção turística do destino Terceira, que não tem uma imagem nem um produto turístico próprio, que aproveite as várias potencialidades da ilha, ao nível da Cultura, do Património ou da paisagem. Nem a aposta em eventos desportivos de dimensão internacional, ao nível do que se faz, com sucesso, em outras ilhas da Região, existe na Terceira”, acrescentou.

A crítica social democrata abarcou também algumas “obras estruturais, sempre as mesmas”, anunciadas todos os anos e em todos os Planos, “mas sem nunca serem concretizadas ou concluídas, como o Terminal de Cargas das Lajes, o Parque Tecnológico da Terceira, a Geotermia, os investimentos no Porto das Pipas – que já esteve para ser um Cais de Cruzeiros, e hoje nem uma rampa “ro-ro” consegue ter – e no Porto da Praia da Vitória, onde nem há sequer dotação para instalações de frio, tão necessárias à exportação, e que estão previstas para todo o lado”, concluiu Luís Rendeiro.