Plano e Orçamento para 2016 revela “falta de credibilidade”
Publicado em 13 de Novembro, 2015

O presidente do PSD/Açores afirmou que a proposta de Plano e Orçamento para 2016 revela “falta de credibilidade”, alegando que o documento “não altera em nada” o estado de “fraqueza” da economia açoriana, nem as condições sociais em que vivem os açorianos.

“O Plano e Orçamento para 2016 que o governo regional leva ao parlamento não altera em nada o estado de fraqueza da economia açoriana nem as condições sociais em que vivemos na região. É mais um rol de palavras. É mais um rol de números frios, distantes, que ignoram e escondem o sofrimento de milhares de famílias açorianas, que escondem o desespero por que passam milhares de agricultores, pescadores e trabalhadores em geral”, afirmou o presidente do PSD/Açores, no encerramento das jornadas parlamentares do partido, que decorreram em Ponta Delgada.

O líder dos social-democratas açorianos salientou que a proposta de Plano e Orçamento “é mais um documento burocrático, insensível e que não vem ao encontro dos anseios dos empresários que querem criar riqueza e postos de trabalho”.

“É mais um anúncio de milhões e milhões, em que boa parte nunca passa do papel, que não chega a converter-se em projetos de investimento, em investimentos na Saúde, na Educação e na Solidariedade Social”, disse.

Duarte Freitas anunciou que o partido vai votar contra o documento devido à “incapacidade” revelada pelo governo regional socialista e referiu que o PSD/Açores “não pode continuar a dar cheques em branco”, tendo considerado que os social-democratas, após se terem abstido em 2013 e 2014, já deram “oportunidades suficientes ao governo para que não existissem desculpas para o cumprimento das suas promessas”.

“A incapacidade de cumprir as expetativas levou a que, para 2015, votássemos contra o Plano e Orçamento e, para 2016, fá-lo-emos de novo pela falta de credibilidade dos documentos e porque num último ano de legislatura já não se pode esperar novidade nem a capacidade de corrigir erros ou melhorar a governação”, frisou.

O presidente do PSD/Açores deu como exemplo do incumprimento de promessas o facto da obra da nova escola secundária das Lajes do Pico, “que faz parte dos Planos há 17 anos”, e sublinhou que este “é o culminar de uma governação socialista que virou costas a quem a elegeu e só pensa nos interesses dos dirigentes do PS”.

O líder social-democrata lembrou que os Açores têm uma taxa de desemprego de 12,1 por cento – sendo o desemprego jovem superior a 30 por cento –, 67 mil açorianos não têm médico de família e existe uma taxa de abandono escolar precoce de 34 por cento.

“Estes dados espelham a falência desta governação e dão-nos mais força para a construção da alternativa a esta governação socialista, que ignora e despreza os cidadãos”, afirmou Duarte Freitas, que garantiu apresentar um “programa de governo novo e uma nova equipa” aos açorianos nas eleições regionais do próximo ano.

Duarte Freitas anunciou ainda que o partido vai apresentar propostas de alteração ao Plano e Orçamento, nomeadamente o corte do número de administradores das empresas públicas, a criação do Observatório do Leite, a implementação de programas de acréscimo de produção cirúrgica “para ajudar os mais de nove mil açorianos em lista de espera” e a redução do IVA e do IRC “para os valores que se verificavam antes das incidências do acordo da ‘Troika’”.

“O que importa é aliviar o sofrimento de milhares de crianças que precisam de apoios sociais, dezenas de milhares de doentes que esperam por uma consulta ou cirurgia, tentar garantir aos empresários melhores condições para que possam criar riqueza e mais postos de trabalho e dar esperança aos jovens que querem trabalhar, criando estabilidade nas suas vidas”, disse Duarte Freitas.