Instabilidade política nacional prejudica os Açores
Publicado em 07 de Novembro, 2015

Os TSD/Açores consideraram que a instabilidade política nacional é “prejudicial” para os Açores, dada a importância que a solidariedade da União Europeia tem para o arquipélago e que pode ser posta em causa pela “coligação negativa” entre o PS e a extrema-esquerda.

“De uma eventual instabilidade governativa e da possível derivação do país para políticas e posicionamentos que nos afastam da União Europeia poderão resultar muitas e trágicas consequências para a economia açoriana, como se sabe, frágil, vulnerável e altamente dependente das ajudas externas. Desde logo, no setor agropecuário, mas também nos transportes, na formação profissional, nas construções escolares e tantas outras áreas, nas quais dificilmente poderemos prescindir da ajuda e da solidariedade da União Europeia”, afirmaram em comunicado.

A organização autónoma do PSD/Açores, presidida por Joaquim Machado, salientou que “o PS privilegia agora um entendimento com as forças políticas ligadas à extrema-esquerda, em detrimento da estabilidade governativa e do respeito pela vontade dos eleitores”.

“A coligação negativa que se perfila no espetro político português coloca em perigo os compromissos internacionais do nosso país, nomeadamente a pertença à União Europeia e à moeda única, a defesa comum na Aliança Atlântica, a economia social de mercado e as responsabilidades perante a dívida e o Tratado Orçamental”, referiram os social-democratas.

Os TSD/Açores lembraram que o XX governo constitucional, liderado por Pedro Passos Coelho, “corresponde à decisão manifestada pelos eleitores portugueses que, dando a vitória à coligação ‘Portugal à Frente’, disseram inequivocamente quem queriam ver na liderança do governo de Portugal e quem devia permanecer na oposição”.

“Os sacrifícios feitos durante o programa de assistência económica e financeira pelos portugueses, e portanto, também pelos açorianos, não podem tornar-se inconsequentes só para satisfazer as ambições pessoais e partidárias de quem foi derrotado nas eleições”, salientaram.

Os TSD/Açores consideraram, por isso, que “ainda é possível e, sobretudo, desejável construir um compromisso entre as forças moderadas e largamente maioritárias na nossa sociedade, devidamente representadas na Assembleia da República”.

A organização autónoma do PSD/Açores apelou ainda a todos os deputados eleitos pelos Açores Assembleia da República “para que, em presença de uma possível moção de rejeição ao programa do governo da República, decidam em favor dos verdadeiros interesses da Região, nunca movidos por interesses particulares e conjunturais, e em absoluto respeito pelo voto que os açorianos expressaram dia 4 de outubro”.