Holofotes – Opinião de Hermano Aguiar
Publicado em 09 de Novembro, 2015

Não foi preciso muito tempo. Bastaram algumas semanas de exposição aos holofotes da comunicação social do Continente para vermos o que dizem de Carlos César.

O jornal Sol apelida as intervenções de César de “rebaixoleiras, arrogantes e desrespeitadoras”. E diz-nos que “está a potenciar o hooliganismo oratório nas fileiras do PS”.

O diretor do Observador interroga-se se César “julga que somos todos palhaços”. Apelida de “opaca, mentirosa, autoritária” a sua forma “estalinista” de estar. E até sugere-lhe que “ao menos corte o cabelo à moda de Kim Jong un”, o ditador norte-coreano.

O EXPRESSO, criticando a postura de César diz-lhe que “devia lembrar-se que já não está nos Açores e que não devia tratar tudo e todos como se fossem suas “amanuenses””.

E durante os 16 anos em que este homem foi presidente do governo regional dos Açores, onde andaram os holofotes da comunicação social regional, que nunca descobriram este César? Estariam ofuscados?

É esta conivência, – fruto da proximidade, da pequenez, de dependências – que vem de ontem, que permanece hoje e que espero que não continue amanhã, que faz de nós uma sociedade amorfa. E onde a vontade de progresso esbarra.