Faltam computadores nas escolas dos Açores
Publicado em 23 de Novembro, 2015

O PSD/Açores denunciou que o parque informático das escolas da Região “está muito degradado”, o que impede alunos e professores de utilizarem as tecnologias mais recentes.

A constatação foi feita pelos deputados social-democratas Joaquim Machado e Judite Parreira, na sequência de reuniões mantidas com professores e órgãos executivos de diversas escolas da Região.

“Invariavelmente, em todas as escolas são referidas as dificuldades financeiras para fazer face à reparação e atualização de equipamentos”, afirmaram os parlamentares do PSD/Açores.

O deputados social-democratas salientaram que “há mesmos estabelecimentos de ensino onde os professores são obrigados a utilizar os velhos retroprojetores, uma tecnologia que em nada se conforma com as capacidades e a atratividade dos equipamentos que os alunos utilizam fora da escola”.

Em face desta realidade, os parlamentares do PSD/Açores questionaram “como é que o ensino pode ser motivador e atraente, principalmente numa Região que regista os mais altos índices de abandono escolar precoce e de insucesso escolar no país”.

“Já bastava a desvalorização da disciplina de Tecnologias da Informação e da Comunicação feita pelo Governo Regional ao nível do currículo. Agora, também nas outras disciplinas, os alunos são impedidos de utilizar as tecnologias mais recentes”, referiram Joaquim Machado e Judite Parreira.

Os parlamentares do PSD/Açores denunciaram ainda que as verbas inscritas nos Planos Anuais da Região para as tecnologias da informação se têm destinado tão só ao pagamento do licenciamento de aplicações informáticas nas escolas, no âmbito da “Microsoft School Agreement”, uma despesa “que contraria a resolução da Assembleia Legislativa que recomenda ao Governo Regional a introdução do chamado software livre nos serviços dele dependentes”.

Ainda recentemente, numa audição parlamentar, o secretário regional da Educação reconheceu a insuficiência da verba destinada à aquisição de equipamentos informáticos para as escolas, “mas estranhamente até setembro o departamento governamental pelo qual é responsável ainda não havia executado um euro na rubrica correspondente”.

Joaquim Machado e Judite Parreira desafiaram ainda o governo regional a revelar quantos computadores e projetores de vídeo adquiriu em 2014 e 2015, destinados a salas de aulas, qual o montante despendido e as escolas a que se destinaram.