Ao encontro dos Açorianos – Opinião de António Marinho
Publicado em 11 de Novembro, 2015

A política deve fazer-se com proximidade e em diálogo permanente com os cidadãos. Agora, quando está em discussão o Plano e Orçamento para 2016, essa aproximação é especialmente oportuna. É importante o debate sobre o estado da Região.

Foi por isso que o Presidente do PSD/Açores, a exemplo do que fizera há um ano, foi ao encontro dos Açorianos, em todas as ilhas.

Deve dizer-se que, em relação ao ano passado, foi notória, em todas e em cada um das ilhas, a existência de um número bastante superior de pessoas a participar. Foram também em número muito maior as intervenções produzidas nas sessões promovidas, tendo ficado evidente um interesse acrescido em refletir por parte de quem desassombradamente participou nas iniciativas.

As pessoas querem falar, querem oportunidades para se fazerem ouvir e querem participar nas decisões sobre a sua terra. Os cidadãos, por muito que os queiram fazer meros sujeitos das decisões e da governação, querem verdadeiramente ser atores do seu futuro. E isso é uma riqueza que não pode ser desperdiçada.

Há, ainda, uma outra conclusão que se retira. As pessoas estão a perder o medo de eventuais represálias por participarem em iniciativas de cor diferente da do poder instalado na Região. As pressões, que continuam a existir, contam já com a indiferença de muitos, massacrados depois de muitos anos de um poder que os tentou asfixiar a par e passo, com troca de favores, criados, afinal, com o dinheiro que a todos pertence.

Está à vista uma lufada de ar fresco à medida que se aproxima o fim da legislatura. E existe um sinal de esperança depois dos vinte longos anos que quase leva o poder socialista nos Açores.

Para este último ano da legislatura, as pessoas não esperam novidades. Apenas podem avaliar se há uma última oportunidade para ver cumpridas algumas expectativas ou, pelo contrário, limitam-se a confirmar a incapacidade de as cumprir.

O que ficou evidente nos contributos recolhidos junto dos Açorianos é que se está a viver um tempo em que a falta de estratégia e de políticas consequentes não se pode corrigir no último ano de um mandato de quatro. Contudo, face à difícil realidade que nos atinge, é entendido, ainda assim, que o Plano e Orçamento para o próximo ano deveria, pelo menos, contribuir para minimizar muitos dos problemas de que enferma a sociedade açoriana.

Concluiu-se, assim, por uma aposta clara nas condições para a criação de emprego, na melhoria significativa do acesso aos cuidados de saúde, na alteração das condições em que é assegurado o transporte inter-ilhas, no combate ao insucesso escolar. Uma atenção especial foi sempre reservada, por parte da larga maioria das pessoas ouvidas, à difícil situação que atravessa a lavoura açoriana.

Do trabalho desenvolvido resultou a identificação de problemas e a manifestação de prioridades. Integrar essas vontades na definição de políticas para a Região, é a resposta devida aos anseios e aspirações manifestados.

Não sendo ainda governo, o PSD/Açores e o seu Presidente querem dar esse contributo já para 2016. Seria bom que não batesse na couraça arrogante da maioria. A bem dos Açorianos!