Utilização civil das Lajes prejudicada por falta de palavra de Carlos César
Publicado em 14 de Setembro, 2015

O PSD/Açores considerou que “o único constrangimento” à operação da aviação civil na Base das Lajes tem sido a “falta de palavra de Carlos César e dos governos regionais do PS”.

“Foi Carlos César que prometeu aos terceirenses, a 8 de novembro de 2006, a ampliação da placa de estacionamento para a aviação civil junto à aerogare das Lajes”, disse o deputado Luís Rendeiro.

Em conferência de imprensa, o social-democrata desafiou mesmo o cabeça de lista do PS à Assembleia da República e o governo regional “a explicarem porque é que a ampliação da placa civil, que prometeram há nove anos, nunca foi concretizada”.

“Passaram nove anos e nada foi feito”, frisou Luís Rendeiro, lembrando que, “já em 2006 eram reconhecidas as limitações da placa de estacionamento da aerogare civil das Lajes para a operação da aviação comercial”.

“Se em 2006 as dimensões da placa civil já eram insuficientes, mais o são agora”, adiantou.

O deputado do PSD/Açores criticou igualmente o secretário regional do Turismo e Transportes que, “em vez de se limitar a escrever cartas e a desculpar-se com o Governo da República, devia empenhar-se em cumprir uma promessa feita há nove anos”.

“Os problemas da ilha Terceira não se resolvem com cartas, resolvem-se com mais trabalho, com menos desculpas e cumprindo as promessas feitas pelo governo regional aos terceirenses”.

Sobre as críticas que o assunto tem motivado, Luís Rendeiro referiu que “há uma diferença entre o estar a trabalhar e o nunca ter trabalhado. E há uma diferença entre o dar a cara pelos compromissos e o esconder-se nas responsabilidades de terceiros para esconder as incompetências próprias”.

O deputado social-democrata considerou que tem havido “muita má fé, por parte da candidatura do Partido Socialista, nomeadamente por parte da sua nº2, a dr.ª Lara Martinho, que vem revelando algum atrevimento no passa culpas a que está a dedicar”.

“Quando, na Região e na República, os governos foram da mesma cor política, as coisas não se resolveram. Agora, que são de cores diferentes, a Região tenta, ostensivamente, culpar a outra cor política, escondendo a sua falta de vontade em resolver os problemas da aerogare civil das Lajes. É a isso que estamos a assistir”, concluiu Luís Rendeiro.