Núcleos de saúde familiar não aumentam cobertura dos cuidados de saúde nos Açores
Publicado em 16 de Setembro, 2015

O PSD/Açores considerou “confusas” as explicações do secretário regional da saúde quando quis distinguir “as unidades de saúde familiar, que funcionam no continente, dos recém criados, na Região, núcleos de saúde familiar”, salientando que “os mesmos não vão aumentar a cobertura dos cuidados de saúde primários nos Açores”, afirmou o deputado Luís Maurício.

O social-democrata mostrou mesmo indignação pela posição da tutela açoriana face “a um modelo implementado por governos socialistas no continente”, referindo que as palavras de Luís Cabral “devem ter arrepiado a bancada do PS nesta Assembleia, pois a sua opção é exatamente o contrário do que propõe o candidato a primeiro ministro, António Costa, que promete mais 100 unidades de saúde familiar pelo país”, disse.

Segundo o deputado do PSD/Açores, “o Secretário Regional da Saúde revela falta de visão quando afirma que com as Unidades de Saúde Familiar, se gastava mais. Os ganhos em Saúde não são imediatos. Primeiro é preciso investir para depois colher resultados”, afirmou.

Luís Maurício questionou o governante para saber, “dos 67 mil açorianos que não têm médico de família, e isso foi já admitido pelo secretário regional da saúde, quantos vão passar a ter cobertura por parte de um médico, enfermeiro e administrativo, os elementos constituintes dos Núcleos de Saúde Familiar que se estão a implementar nos Açores”.

“É preciso não confundir a mimetização que o Governo dos Açores pretende estabelecer com a criação dos Núcleos de Saúde Familiar e as USF’s, que funcionam, estas últimas, em território Continental”, explica.

“As segundas aumentam a cobertura da população em cuidados primários de saúde, com uma organização de gestão, que contempla objetivos a atingir em termos da melhoria dos indicadores de saúde. Os Núcleos de Saúde Familiar, agora criados, não aumentam a cobertura em termos de cuidados primários de saúde. Juntam a um especialista de Medicina Geral e Familiar, que tinha já a sua lista de utentes, uma enfermeira e um técnico administrativo, que trabalharão de uma forma, tendencialmente, coordenada, mas sem atenderem mais utentes. Serão os mesmos que antes já eram observados pelo Médico de Família” disse.