Minoria absoluta – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 30 de Setembro, 2015

“Ou nós ou o caos!” Foi assim que resultou consumada a chantagem em campanha eleitoral por parte do candidato do PS a primeiro-ministro, António Costa.

Quando um partido que se quer alternativa ameaça a estabilidade do país – a tão necessária estabilidade para que não voltemos a programas de resgate e crises de financiamento – ameaçando que: ou o seu partido ganha as eleições ou não contem com esse partido para que Portugal tenha um governo que possa concluir um programa que, afinal, será o mais votado pelos portugueses, estamos perante um verdadeiro apelo ao voto não no “chantagista”, mas sim no seu contrário.

Perante esta declaração de desespero, que nunca a história premiou nas urnas, temos a noção de que o Partido que se quer apresentar como alternativa de “estabilidade” não consegue deixar de ser um mero contestatário que não tem projecto alternativo e que apenas quer beneficiar com os problemas causados pelo resgate a que o país foi sujeito.

Vendo-se perante a rua, e na campanha de contactos e esclarecimentos, apercebemo-nos que o PS que se apresenta aos portugueses é a sombra do PS que levou o país à ruína.

Uma sombra por vezes demasiado ostensiva a prometer tudo a todos e a desesperar perante o desfazer do sonho de poder, noutros casos é uma sombra apenas de modelos de estar na governação, a pensar em governar e em governar-se e que leva às maiores incongruências, aos maiores disparates e até às chantagens eleitorais.

Nessa medida, vemos o PS Açores a promover a ideia do amiguismo e dos salões de chá bem frequentados onde, dizem, se discutem coisas relevantes e se tomam decisões importantes para os Açorianos.

Não deixa de ser uma ideia desesperada, repetida à exaustão sobre o candidato do PS Carlos César que lá fora – dizem os de cá – “já teve para ser tudo e mais alguma coisa”. Ainda há pouco tempo ia ser deputado europeu para, imagine-se, poder chegar a Presidente do Parlamento Europeu, o que se está mesmo a ver, principalmente depois das sucessivas derrotas socialistas por essa Europa fora.

Já esteve para ser ministro, candidato a candidato a Presidente da República, líder do PS nacional… Enfim, alguém que se lembre de mais alguns cargos virtuais que o tal amiguismo que existe entre o PS Açores e a sede nacional dos socialistas iria arranjar para favorecer os Açores, sabe-se lá em quê, não ficará surpreendido por tudo isto ser já uma velha história; a história de quem não tem mais argumentos e que à falta de melhor conversa diz que é importante e tem amigos influentes.

E no meio da falta de ideias que impede os candidatos do PS, desde o que quer ser Primeiro-ministro ao que quer ser alguma coisa, de não dizer uns quantos disparates para procurar levar alguém que não tenha razão nenhuma para votar a votar neles, aparecem ainda a citação de números enganadores como os aumentos da dívida ou os défices mas que ainda não souberam explicar como se diminui a dívida a pagar ainda as festas socialistas com juros e a querer gastar tudo outra vez.

Perante o Português médio, que foi forçado a saber o que são as contas públicas, os juros e as dívidas daqueles que afundaram Portugal, não acredito que lhes sirva de muito continuar a pedir votos em troco de favores dos amigos ou ameaçando vinganças eleitorais.

E, perante o que é dado a escolher, estou certo de que será por estarmos fartos dos amiguismos e das chantagens e com a certeza de não voltar para trás, que Portugal e os Açores vão votar Passos Coelho.