Impreparação vs Provas dadas – Opinião de António Marinho
Publicado em 30 de Setembro, 2015

No próximo domingo vamos a votos. É uma escolha entre dois projetos.

Um deles tem a cara de Costa. Pretende voltar à vida fácil que arrastou a credibilidade portuguesa para as ruas da amargura há quatro anos. Bloqueou o financiamento da economia. Até o pagamento de salários e pensões ficou em risco. Foi inevitável o recurso à ajuda internacional, que sujeitou o país a um programa austero, com consequências duras para as famílias e empresas.

O outro projeto é liderado por Pedro Passos Coelho. Arrumou a casa e pretende dar continuidade à governação responsável dos últimos anos. Responsabilidade que não impediu que se assista agora a uma recuperação evidente da sociedade portuguesa. O desemprego tem descido de forma consistente. A economia cresce. O défice externo recuou significativamente. A credibilidade do país recuperou, permitindo o acesso favorável aos mercados.

O projeto de Costa cheira a 2011. O ano em que o país foi conduzido à bancarrota. É o regresso a um passado carregado de facilidades que Portugal não suporta. Onde impera a ilusão e um estilo de vida acima das possibilidades. É o caminho que nos pode levar novamente às mãos dos credores internacionais, arrastando mais uma leva de austeridade para martirizar os portugueses.

O projeto de Pedro Passos Coelho assenta na confiança. Pôs as contas em ordem na legislatura que agora chega ao fim. Devolveu a honra ao país. Governando sem ceder ao facilitismo, tornou possível que, já este ano, haja medidas de contenção a serem revertidas. Nos próximos quatro anos, permite que os portugueses recuperem o seu bem-estar de forma equilibrada.

Cá pelos Açores, as diferenças estão até nos cartazes de rua. O primeiro é de um homem só, agora acompanhado de Costa, mais umas letrinhas que parecem ser nomes. O segundo é Açores a 100% e apresenta as dez caras que integram a lista.

E que diferentes são as atitudes…

Costa é um homem zangado.

Abespinha-se, tentando esconder a impreparação. Até sobre as medidas que propõe revela desconhecimento. Titubeia explicações ininteligíveis. Não tem pejo em recorrer a enormidades técnicas à caça de “pós de sondagem”. Como aconteceu há dias com um “flop” sobre o défice orçamental de 2014, em que terá ouvido uns “curiosos” e não quem sabe fazer as contas que tanto papagueia. Estes, se calhar, coraram de vergonha.

Só diz mal do que se fez. Fazendo por esquecer que aquilo que foi feito resultou da negociação de quem liderou o caminho para o abismo. O seu amigo Sócrates, de quem, também por conveniência, Costa omite que foi direto colaborador nos governos que arrasaram a credibilidade do país e o conduziram à ajuda financeira externa.

Pedro Passos Coelho está sereno.

Tem provas dadas. Domina as diversas áreas da governação. A sua coragem é reconhecida. Preparou Portugal para enfrentar os desafios que se vão colocar. Está de consciência tranquila.

Conseguiu inverter os efeitos da política de austeridade que se viu obrigado a aplicar, ainda no quadro da mesma legislatura em que a implementou. Deu um novo alento aos portugueses. Sabe que cumpriu.

Voltar a 2011 ou rumar ao futuro? O povo dirá. A 4 de outubro!