Esperança em 2016 – Opinião de António Marinho
Publicado em 16 de Setembro, 2015

O Presidente do PSD/Açores, no encerramento do debate do Plano e Orçamento para 2015, dizia, com esperança, que “2015 pode ser melhor do que 2014”.

Está a concretizar-se. Só é possível haver uma enorme satisfação com a realização das expectativas então manifestadas. No caso do PSD/Açores, acompanhada com orgulho pelo facto de os principais motivos para que isso tenha acontecido, a redução de impostos e a descida significativa das tarifas aéreas com o exterior da Região, terem a impressão digital do PSD/Açores e do seu Presidente.

Mas há razões para que 2016 possa ainda vir a revelar-se mais favorável à vida dos Açorianos. Os fatores que levaram a que o presente ano esteja a ser melhor do que o anterior tenderão a fazer-se sentir em 2016 mais plenamente, por se encontrarem mais consolidados e com incidência ao longo de todo o ano.

De qualquer forma, em relação ao Plano para 2016, agora em preparação, deve ter-se presente que, na Região, as questões de natureza social continuam a ser as que mais preocupam os Açorianos. E que o acesso à saúde se mantém como o aspeto mais delicado para a vida das famílias, que necessitam de garantias adequadas a esse nível para todas as ilhas. Ou que o emprego continua a ser o fator-chave para assegurar a melhoria da qualidade de vida das pessoas e as afastar da pobreza. Ou ainda que as empresas, como motor de criação de emprego, necessitam de ter melhores condições que lhes permitam exercer a sua atividade de forma mais consistente e saudável.

Essas devem ser as preocupações fundamentais a que o documento deve atender, impondo-se as consequentes prioridades.

Destaquemos três factos.

Na área da Saúde é essencial que se acabe com o subfinanciamento crónico do Serviço Regional de Saúde. A garantia de segurança a esse nível é imprescindível para qualquer família. Os tempos de espera por uma cirurgia ou com uma simples consulta são de bradar aos céus. E esperar, em saúde, pode ser um passo fatal.

Quanto à transportadora aérea regional, SATA Air Açores, tem que ser financiada de forma a que possa praticar tarifas aéreas inter-ilhas consentâneas com o grande passo dado nas tarifas aéreas com o exterior. Não pode deitar-se tudo a perder, mantendo tudo como está e estrangulando os progressos conseguidos.

E há um dado novo. A implementação de um Plano de Investimentos Participativo. Uma iniciativa do PSD/Açores que reserva para 2016 uma percentagem de 3% do Plano Regional Anual, para que os Açorianos tenham uma palavra na seleção das opções do Governo Regional, sinalizando as que considera prioritárias. É que os Açorianos, melhor do que ninguém, conhecem as suas necessidades. E sabem, consequentemente, melhor do que ninguém, que medidas devem merecer prioridade para que os seus problemas possam ser resolvidos. Só é preciso que haja vontade política para o colocar no terreno desde já.

Esperemos para ver se, neste último ano de legislatura, o governo se mostra menos “fechado” do que nos últimos dezanove.

Os Açorianos agradecem. E, nesse caso, o sentimento de esperança concretizado em 2015 pode ser renovado por mais um ano.

2016 pode ser ainda melhor!