Desespero vs Confiança – Opinião de António Marinho
Publicado em 23 de Setembro, 2015

Há quem ande desesperadamente a tentar obter credibilidade para ver se apanha o “combóio” da governação do país no próximo dia 4 de Outubro. Só que o caminho tem sido tortuoso e cheio de pedras, mesmo vindas do interior da sua esfera partidária.

Costa não descola. Ou melhor, o que os indicadores até vão dizendo é que vai afundando. Tem-se afastado daquele que, em princípio, é seu objetivo. Mas que, verdade se diga, parece ser oposto ao de muitos correligionários seus, que assistem de bancada ao espetáculo, com um sorrisinho malvado nos lábios.

E é assim que vamos vendo também um Costa indisposto com quem o confronta com a realidade do “programa de promessas a pataco” que apresentou. Do qual Costa diz existirem contas, num bloco de folhas largas que apresenta de modo ostensivo para as tentar tornar credíveis, mas o que é facto é que a ele o têm feito engasgar. E percebe-se porquê. Se as fosse apresentar de forma séria, teria de confessar que o cenário que propõe é da laia do mesmo que fez com que o seu amigo Sócrates conduzisse o país à bancarrota.

Nisto, como se sabe, não há milagres. Só que Costa azeda quando é questionado de forma que considera não favorável. Quem o faz, “apanha” forte e feio. Faz lembrar uns socialistas empedernidos que deixaram escola e que, quando a coisa lhes corria mal, diziam que “quem se mete com o PS, leva” ou “eu cá gosto é de malhar na direita”. Falamos nesses, obviamente, para não falar de César, de quem todos bem conhecemos as reações estapafúrdias que surgem quando é contrariado.

Costa e os seus “peões” são também exímios praticantes da “negação do evidente”. Uma técnica absurda perante a evolução de diversos indicadores que têm mostrado o contrário do seu discurso.

O PIB está num caminho da recuperação. Os socialistas disfarçam, muito contrariados. Os portugueses, pelo seu lado, gostam porque é a criação de riqueza que está a voltar a animar.

A taxa de emprego no país cresce mais do que em qualquer outra economia da União Europeia. Os socialistas, aborrecidos, tagarelam. Os portugueses, contudo, ficam satisfeitos porque estanca o drama do desemprego e estão a caminho boas soluções para as famílias.

As exportações crescem a bom ritmo, permitindo melhorar o défice externo. Os socialistas ficam embuziados e inventam jigajogas. Os portugueses, no entanto, gostam porque se está a resolver o verdadeiro problema estrutural do país.

E outros exemplos existem. Que resultam, em primeiro lugar, do esforço das famílias e das empresas nacionais. Mas também, obviamente, da forma como se conduziu a política económica e social durante a aplicação do Programa de Assistência Económica e Financeira, que o governo de Pedro Passos Coelho executou, conseguindo assegurar, em Maio de 2014, a saída da Troika do país.

Não sabemos se o que as sondagens apontam se vai concretizar. O povo o dirá.

Quanto a Costa, desesperado, quer alcançar “credibilidade” com uma alternativa que recoloca o país no ponto de partida, permitindo de novo a entrada aos credores.

Já Pedro Passos Coelho, confiante, tem um país em marcha, recuperado da bancarrota em que Sócrates o deixou.