Berta Cabral alerta que é “risco enorme” entregar poder ao PS
Publicado em 21 de Setembro, 2015

A cabeça-de-lista do PSD/Açores à Assembleia da República considerou que é um “risco enorme” entregar o poder ao Partido Socialista, alegando que António Costa “não está preparado” para ser primeiro-ministro.

“O PS propõe, por exemplo, tirar mil milhões de euros da Segurança Social e colocá-los na reabilitação urbana. Mas quem é que se lembra de algo assim, para depois dizer que se vai tirar às portagens para pôr na Segurança Social? É uma situação incompreensível e que nos leva a confirmar que António Costa não está preparado para ser primeiro-ministro”, afirmou Berta Cabral, após uma reunião com o presidente da câmara municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro.

A candidata social-democrata salientou, por isso, que constitui um “risco enorme” entregar o poder ao PS, dado que tal representará voltar ao tempo em que Portugal “esteve à beira da bancarrota”.

“É um risco enorme votar no PS e ter António Costa como primeiro-ministro. O país não está em condições de arriscar e voltar à situação que já vivemos. Os portugueses querem ir em frente. E para ir em frente é com Pedro Passos Coelho”, sublinhou.

Berta Cabral realçou que as eleições legislativas nacionais de 4 de outubro são “muito importantes”, em que os portugueses podem escolher “um primeiro-ministro com provas dadas ou um candidato que todos os dias dá tiros nos pés”.

“Uma pessoa [como António Costa] que diz que vota contra o Orçamento numa altura crítica para o nosso país não merece confiança dos portugueses e dos açorianos. Por isso, a escolha a simples: votar em quem tem provas dadas e um rumo definido para o país, como é Pedro Passos Coelho”, disse.

A cabeça-de-lista do PSD/Açores aproveitou ainda a ocasião para “prestar homenagem” ao esforço feito pelos funcionários públicos no período em que a “Troika” esteve em Portugal, visto que perderam rendimentos em prol da recuperação financeira do país.

“Foi um período difícil para todos, principalmente para os funcionários públicos, mas valeu a pena. Foi melhor cada um dar um pouco do seu em vez de haver despedimentos em massa. Quero prestar a minha homenagem aos funcionários públicos e dizer-lhes que a esperança voltou, pois o país está bem entregue a Pedro Passos Coelho”, frisou.

Berta Cabral elogiou ainda o trabalho do poder local nos últimos anos, já que foi dos primeiros setores a “cumprir as metas do programa de ajustamento” e permitir “amortecer as implicações sociais durante as fases mais críticas” da intervenção da “Troika”.