Serviço de Fisioterapia apresenta cada vez mais carências no Pico
Publicado em 08 de Agosto, 2015

O PSD/Açores denunciou “a incapacidade de resposta pública dos serviços de Fisioterapia existentes na ilha do Pico”, considerando que essa é uma consequência “das alterações verificadas no sistema regional de saúde, pois este sofreu cortes cegos nos meios financeiros e na prestação de cuidados, o que se revelou ainda mais gravoso nas ilhas sem Hospital”, disse o deputado Cláudio Lopes.

O social democrata enviou um requerimento à Assembleia Legislativa, frisando exatamente que “a redução drástica na deslocação de médicos especialistas a estas ilhas atingiu particularmente o Pico, sendo um rude golpe para os utentes do serviço de saúde local. A recente alteração na política de reembolsos agravou ainda mais o acesso dos picoenses aos cuidados de saúde”, explica.

“Existe agora uma discriminação sem precedentes no acesso à saúde, já de si tão limitado, na nossa ilha, e um dos serviços mais penalizados é exatamente o da Fisioterapia”, adianta o deputado.

“O serviço público não consegue dar resposta às solicitações, como há bem poucos dias foi notícia nos órgãos de comunicação social”, refere Cláudio Lopes, que quer “explicações da tutela sobre a situação”, ainda mais porque, “dos três Centros de Saúde da ilha, o único que tem Fisioterapia é o de São Roque, com apenas duas profissionais, o que é manifestamente insuficiente para uma ilha com cerca de 15 mil habitantes”.

“Acresce a isso o facto de nenhuma das cinco clínicas privadas de Fisioterapia existentes na ilha estar convencionada com o serviço regional de saúde. Isto numa altura em que a alternativa é recorrer aos serviços de privados. E, nesse caso, os custos são muito superiores porque o reembolso é menor e muito condicionado”, explica.

“É incompreensível e inaceitável que, existindo na ilha do Pico mais de uma dezena de profissionais de Fisioterapia, o serviço público esteja tão mal dotado em técnicos daquela área”, acentua Cláudio Lopes.

O deputado do PSD/Açores quer saber se o Governo Regional “está a acompanhar a situação, e se pretende colmatar essa carência de técnicos de Fisioterapia no serviço público de saúde do Pico”.

“Além disso, a tutela deve explicar se já foi feita alguma tentativa de estabelecer convenções com as clínicas privadas existentes na ilha. E se as mesmas se mostraram interessadas na celebração desse protocolo”, concluiu.