SATA – Opinião de Hermano Aguiar
Publicado em 31 de Agosto, 2015

A ingerência governamental na gestão da SATA espelha bem o modo como a governação socialista tem lidado com o Sector Público Empresarial Regional – SPER, nos últimos anos.

Ninguém exigiria que a SATA fosse um contribuinte líquido do orçamento regional. E se o fosse, nenhum mal viria ao mundo. Mas não pode continuar a ser o que tem sido há anos: um instrumento político dos diversos governantes capitaneados por César e Ávila – desde o dr. Ponte ao Eng. Fraga, passando pelo dr. Cordeiro – ao serviço das políticas erráticas de turismo, da angariação de apoios eleitorais à família socialista e, até, para servir caprichos pessoais do líder todo-poderoso.

E o resultado aí está à vista de todos. Mesmo antes da chegada da concorrência das low-cost, a SATA já estava em falência técnica. E é, desde há anos, um peso morto no orçamento regional. E é hoje um entrave ao desenvolvimento da Região. E não uma mais-valia na criação de riqueza.

Quem quiser mudar este estado de coisas no SPER tem um caminho a seguir que não este. Olhe-se para a EDA e o que lhe aconteceu com a entrada de capitais privados!

Os tempos são de exigência. E já não basta passar o tempo passando culpas para outros.