Quadratura de Círculo Socialista: SSCC – Opinião de Cláudio Lopes
Publicado em 24 de Agosto, 2015

Nestes quarenta anos de democracia, o socialismo em Portugal esteve alicerçado em quatro políticos: M. Soares; J. Sócrates; A. Costa e C. César (nos Açores). Esta poderá ser uma espécie de Quadratura de Círculo Socialista.

Mário Soares, considerado «o pai do socialismo português». Continua a querer mandar no PS, muitos anos depois de ter ficado sem “mando”. Boa parte da família socialista já não o ouve, apenas o vai aturando.

José Sócrates, o «discípulo louco». Cometeu a proeza de em seis anos levar o nosso país à beira da bancarrota. Entre 2005 e 2010, duplicou a dívida pública. Deixou compromissos financeiros futuros com as PPP´s que comprometeram as próximas gerações. Assinou com a TROIKA um Memorando de Entendimento que “castrou” a ação do Governo que se seguiu, o da Coligação PSD/CDS-PP.

António Costa, o «Judas socialista». Líder atual do PS, já traiu duas vezes os seus líderes. Primeiro a António José Seguro, retirando-lhe a liderança do partido socialista e depois a José Sócrates, negando-lhe a amizade e a cumplicidade, pessoal e política, quando este foi preso. Quem será o terceiro a ser traído?!

Recorde-se que Costa, com o apoio de Sócrates, retirou a liderança do PS a A. José Seguro levando este a afirmar o seguinte: “vive-se uma situação única no PS e na democracia portuguesa: a contestação a um líder que ganhou duas eleições e que está legitimado democraticamente”.

Costa sempre pensou mais nele próprio e no seu calendário político, esquecendo a solidariedade pessoal e política que devia aos seus correligionários partidários, muito em especial a Sócrates de quem foi o número dois no Governo. Agora com Sócrates preso quer descolar deste o máximo possível.

Carlos César o «encostado». Encosta-se bem a todos os que lhe dão jeito, em cada momento. E pela mão de Costa chega a Presidente do PS. Agora como candidato a deputado da República reclama do Governo nacional o financiamento (através do PREIT) para os investimentos públicos a realizar na ilha Terceira, que ele próprio, enquanto Presidente do Governo Regional, foi, ao longo dos anos prometendo aos terceirenses mas não cumprindo. A isto chama-se “desfaçatez”.

Já me esquecia, pelo meio tivemos A. Guterres, o «despesista».

Mário Soares e José Sócrates foram os dois primeiros-ministros portugueses que tiveram o condão de entregar o nosso país aos comandos da TROIKA (FMI, BCE e CE). Mário Soares, por duas vezes, e José Sócrates em 2011.

Curioso é relembrar que o Memorando assinado entre Sócrates e a TROIKA previa a lista de empresas que Portugal teria de vender a curto prazo: EDP, ANA, REN, TAP, CPcarga, etc…

Vender estes ativos nacionais era uma espécie de “venda dos anéis” quando se está falido. Foi o que Sócrates se comprometeu com a TROIKA.

Os portugueses, em geral, sofreram bastante nos últimos 4 anos com medidas que tiveram de ser adotadas pelo Governo da Coligação liderado por Passos Coelho, para recuperar o país e retirá-lo da situação de pré-falência.

Os portugueses foram uns heróis. Certamente não querem ver o seu país a passar por tanta “vergonha”, por não ter credibilidade externa, nem repetir os sacrifícios e as dificuldades porque passaram nos últimos anos.

Por isso, acredito que nas próximas eleições não voltarão a dar o seu voto aos socialistas de Soares, de Sócrates, de Costa e de César.

É espantoso que o PS escolha agora para os cartazes da campanha a frase: A CONFIANÇA DE SEMPRE…. Pergunta-se: qual?