Portugal pode mais – que diferença! – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 19 de Agosto, 2015

Que diferença deste primeiro-ministro para o que o antecedeu e para os que lhe querem suceder.
No decorrer desta legislatura tivemos um primeiro-ministro, um vice-primeiro- ministro, dois candidatos a primeiro-ministro, dois presidentes da Câmara de Lisboa e dois líderes do PS, mais um ex-primeiro-ministro, um ex-líder de seis anos de desgoverno socialista, uma Troika com FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

Nos últimos quatro anos tivemos crise política, crise do euro, crises da Europa, crise financeira, crise de crédito, crise dos mercados, crise da Grécia e crises inventadas pelas oposições.

Durante este período de muita exigência e liderança tivemos quedas de grupos económicos, quedas de Bancos, dívidas e compromissos assumidos e insustentáveis, tivemos recessão com austeridade, sacrifício com exigência e para isso não podemos ignorar que só com muita capacidade de liderança e com grande independência se pode tornar Portugal ainda mais capaz e ainda mais vencedor nos momentos mais conturbados.

Se assistimos nestes anos a um primeiro-ministro que liderou o país mediante enormes contrariedades e que do seu trabalho resulta um Portugal mais capaz de criar riqueza e emprego em igualdade de oportunidades não podemos deixar de ser capazes de pensar o que se quer mudar no governo do nosso país.

Para isso torna-se fundamental ter em conta o que seria Portugal se nos últimos anos tivessem outros a governar.
Como estaria Portugal se quando Seguro mal se segurava e Costa exigia nas quadraturas em que participava que Passos se demitisse e tivéssemos eleições? Com Costa a liderar também nesse momento a queda do líder do PS para um assalto ao poder de um governo que cairia a qualquer momento, tal como já tinha sucedido com um Presidente da República socialista e uma maioria de governo estável!

O PS sempre no melhor do desgoverno. Seja no poder ou na oposição desde o virar do século que o Partido Socialista, que não o socialismo, contribui decisivamente para um país sempre em crise, a gastar mal e a desgovernar-se no entediante debate sobre políticas de “logo se vê”.

Se em Portugal tivesse o PS do ex-primeiro governado com a Troika, é mais ou menos certo que estaríamos a competir com a Grécia e a comprar equipamento militar para meter medo a alguém que nos dá dinheiro para viver. Mas se o governo de Passos Coelho tivesse caído quando Costa quase fazia cair o líder da oposição, pensando que assim iria governar, também estaríamos entregues ao jugo da extrema-esquerda e dos “Podemos” e Syrizas que têm dado um grande contributo para o fim do sonho europeu, com mais ou menos moedas!

É claro que todo o novo PS, ou o novo velho PS tenta a todo o custo lembrar apenas que agora Portugal pode mais (!) e vão de novo devolver todos os sacrifícios, repor todos os feriados e festas, dar muitas tolerâncias de ponto e chorudas reformas, salários sempre a subir e, talvez para quem tenha a infelicidade de não gostar de trabalhar mas for um solícito camarada também se arranje qualquer coisa.

Na verdade, agora Portugal pode mais, mas não quer que o PS estrague tudo outra vez e para que isso seja apenas o pesadelo que não se realiza já sabemos que Passos Coelho foi muito mais o primeiro-ministro de Portugal do que o primeiro-ministro do PSD.
Que diferença é ter uma liderança que põe o país acima dos seus interesses e é competente, que diferença!!!