Onde é que já se viu! – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 05 de Agosto, 2015

Depois de apresentado o programa eleitoral da coligação para os próximos 4 anos ainda não pararam os socialistas de tecer considerações com alguma indigestão, pois pensavam que isto eram favas contadas e que se iriam passear por uma campanha de enganos para voltarem ao poder.

E compreende-se que os socialistas andem nervosos com o evoluir da situação do país e os resultados que o Governo de Passos consegue depois de um resgate que deixou Portugal entregue ao domínio da TROIKA que os próprios socialistas repetidas vezes trazem para Portugal.

Onde é que já se viu um governo de coligação, que é o primeiro a levar o mandato até ao fim, pegar num país falido e em recessão e depois de um tremendo esforço por parte dos Portugueses chegar ao final do mandato com um desemprego menor do que o recebido pela governação do PS e com o país a crescer, apesar dos desejos socialistas de que este governo não tivesse sucesso.

Era impensável para o PS que o passeio até às eleições não se concretizasse e vai daí ficam indignados por o Governo liderado por Passos Coelho ter conseguido retirar Portugal do buraco em que o PS nos meteu e devolveu a credibilidade externa ao país, permitindo que haja mais investimento privado e externo na economia portuguesa, investimento esse que cria emprego e riqueza e permite aos portugueses voltar a ter a esperança perdida com a governação do PS.

Assistimos a grandes discursos de exaltação por parte dos socialistas que, agarrados a uma receita que parte do princípio de que o Estado é deles, não compreendem como é que foi possível a recuperação que se está já a sentir no país e como é que isso está a mudar o rumo de umas eleições que pensavam estar, à partida, determinadas a seu favor.

Depois lançam os mesmos chavões que usaram ao longo dos últimos 4 anos para tentar conquistar pelo populismo mais um voto distraído, pois só por distracção alguém volta a acreditar no PS e na tese de que é gastando o que se não pode que se gera crescimento – tese que nos levou à bancarrota – ou de que o Estado ter muitas e boas empresas garante uma economia a progredir – tese que deu cabo de muitos e bons empreendimentos.
Onde é que já se viu, pensam os socialistas do costume, privatizar aquelas empresas que davam tanto jeito para colocar uns barões do partido a gerir e a dar ocupação à família e amigos socialistas que, de vez em quando, têm de sair da cena mediática pois somam demasiadas asneiras e isso não é boa política eleitoral

O que irão fazer aos desempregados de luxo socialistas habituados às mordomias das empresas públicas que lhes davam o lugarinho de sonho com cartão de crédito, altos carrões pretos com motorista, e um sem número de regalias que os mantinham entretidos e longe das intrigas políticas e das guerras internas socialistas que derrubam líderes.

E agora, o que vão fazer todos aqueles que esperavam por aquela oportunidadezinha de ser um gestor público pago a peso de ouro e com uma reforma ao fim de poucos anos, a fazer de conta que geriam bem uma empresazita do Estado?

E depois, onde é que já se viu que agora os grupos económicos já não tenham o poder daquela palavrinha amiga que davam a um governante para algum assunto de interesse?

O que será deles agora que os grupos económicos mais atrevidos nestas coisas deixaram de ter interesse em ter semelhantes “facilitadores”, pois deixaram de influenciar o que quer que seja e agora as coisas já não funcionam assim.
Onde é que já se viu, continuam a pensar alguns socialistas!