Maus resultados na gestão da Sinaga revelam incapacidades graves
Publicado em 13 de Agosto, 2015

O PSD/Açores criticou  a atual gestão da Sinaga “pelos maus resultados obtidos, e comprovados, no início de uma nova época de laboração, pela enorme redução nas áreas de cultivo. Que se deve às decisões assumidas por quem gere aquela indústria e tem revelado incapacidades graves”, diz o deputado Renato Cordeiro.

“A Sinaga precisa de um quadro técnico conhecedor da cultura, como já teve durante anos, mas que por razões desconhecidas foi colocado noutros serviços”, defende, alertando para “uma aposta clara nas condições de laboração, em vez de investimentos mal feitos e sem noção das perdas que motivaram”, assegura.

“Os maus resultados anuais demonstram a incapacidade com que se está a gerir a empresa. Numa altura em que o sector primário atravessa graves dilemas, o governo devia ter reforçado uma das indústrias que abastece e regula o mercado regional do açúcar, mas optou por enfraquecer a fábrica e criar uma maior disputa pela posse de terra entre rendeiros e senhorios”, critica Renato Cordeiro.

O parlamentar lamenta que “se tenha mudado a relação mantida entre o produtor de beterraba micaelense e a empresa, que pagava o produto pela quantidade e pela qualidade, criando motivação para que se produzisse cada vez. Infelizmente, a situação já não é assim, e a Sinaga precisa de uma equipa que a saiba gerir, mas sem interesses particulares”, refere.

“A entrada do Governo Regional no capital da Sinaga, iniciou uma modalidade de aluguer de terrenos a preços especulativos, em que a quantidade e a qualidade da produção não são tidas em conta. Isso afastou os verdadeiros produtores e fez com que a Sinaga pagasse um produto sem condições para laboração, com prejuízos que se repetiram anualmente”, adianta o deputado.

“E foram precisos 4 anos e dois presidentes de conselhos administrativos para se chegar a esta conclusão.

Renato Cordeiro lembra que, em novembro de 2014, a administração da Sinaga retirou o modo de produção assegurada, justificando a opção com o facto de haver produtores tradicionais com rendimentos muito superiores aos do regime assegurado, mercê das suas boas colheitas. Na altura, a empresa falou mesmo em rendimentos com base na gestão de risco”, explica.

“Ora, essa mesma administração anunciou, em janeiro de 2015, uma baixa de preço à produção, assim como um layoff aos trabalhadores, que retiraria dois dias depois. Nessa altura, o PSD/Açores pediu uma audição do Vice-Presidente do Governo à Comissão de Economia, que foi chumbada pela maioria socialista, não prestando o governante qualquer declaração sobre a Sinaga”, afirma.

Segundo Renato Cordeiro, o Governo Regional, “que recentemente concedeu uma comparticipação de 250 mil euros à empresa para o desenvolvimento do sector do açúcar e o incremento da produção de beterraba, nunca deu ouvido às partes envolvidas”.

“Não têm faltado apelos para mudar o rumo de gestão da empresa mas, infelizmente a Sinaga necessita destas injeções financeiras, mal orientadas, e segue pela mão de quem nos governa, quando deveria valer por si, caso fosse gerida corretamente”, conclui o parlamentar.