Governo dos Açores “fracassa” no combate às térmitas
Publicado em 27 de Agosto, 2015

O PSD/Açores considerou que os mais recentes dados científicos sobre a praga das térmitas de madeira seca, que já se alastrou a seis ilhas do arquipélago, comprovam que o governo regional “fracassou” no combate ao problema.

“Está na hora do governo regional fazer deste problema uma prioridade nas suas políticas de habitação, em vez de continuar com a habitual propaganda e com o faz-de-conta a que nos tem acostumado. Os açorianos precisam de um governo que assuma os problemas e que os resolva, em vez de um governo que ignora as necessidades das pessoas”, afirmou, em comunicado, o deputado social-democrata Luís Rendeiro.

O parlamentar do PSD/Açores salientou que, de acordo com investigadores da Universidade dos Açores, a praga das térmitas “não só se está a alastrar, como, inclusivamente, está a transpor os limites das zonas urbanas”, o que significa que este é um problema “já não apenas circunscrito aos perímetros das cidades e vilas dos Açores”.

“A infestação já chega a seis ilhas dos Açores (Terceira, São Miguel, Pico, Faial, São Jorge e Santa Maria), sendo que Angra do Heroísmo e Ponta Delgada as áreas mais afetadas”, frisou.

Segundo Luís Rendeiro, estes dados “confirmam que as medidas do governo regional para o combate à praga das térmitas de madeira seca nos Açores são insuficientes, tal como desde sempre o PSD/Açores tem vindo a alertar”.

“A prova disso é que, até agora, foram aprovados apenas 44 apoios, num valor total de 700 mil euros. Foi uma média de apenas nove habitações apoiadas por ano desde 2010. Estes números deviam envergonhar este governo”, disse.

O deputado social-democrata acrescentou que a praga das térmitas de madeira seca é o “maior flagelo que afeta o parque habitacional da Região”.

“As estimativas já apresentadas pelos cientistas que têm liderado a investigação nesta área nos Açores, revelam que livrar a Região da praga da térmita seca pode custar mais de 51 milhões de euros. Reconstruir os edifícios afetados pode implicar um valor de 175 milhões. Esta é a real dimensão do problema que há que enfrentar”, disse Luís Rendeiro.