PSD/Açores quer ensino da viola da terra reconhecido nos currículos regionais
Publicado em 02 de Julho, 2015

O PSD/Açores recomendou ao Governo Regional que assegure a homologação do ensino secundário da Viola da Terra, diligenciando a sua implementação no Conservatório Regional de Ponta Delgada e nas escolas de ensino artístico integrado das ilhas Terceira, Faial, Pico e Graciosa.

“Trata-se de valorizar e regulamentar o ensino do nosso instrumento musical maior, garantindo legitimidade aos alunos que já o tenham frequentado para prosseguir estudos de nível secundário nessa área. A Viola da Terra é o mais típico instrumento musical dos Açores, sendo presença emblemática dos nossos grupos folclóricos, folias do Espírito Santo, ranchos de serenatas e cantorias ao desafio, de Santa Maria ao Corvo”, disse o deputado José Andrade.

O social-democrata lembra que a viola terá chegado aos Açores “na segunda metade do século XV, trazida pelos primeiros povoadores portugueses, tendo certamente caraterísticas atuais herdadas de sucessivas gerações de construtores locais”.

“As suas singulares características físicas e sonoras fazem com que se diferencie das suas congéneres nacionais”, adianta, explicando que, “passando de geração em geração, a Viola da Terra chegou ao ensino oficial de música em 1982/1983, com o primeiro curso livre do Conservatório Regional de Ponta Delgada, lecionado pelo mestre micaelense Miguel de Braga Pimentel”.

“No ano letivo de 2005/2006, a Viola da Terra foi lecionada, pela primeira vez, em regime de curso curricular, ficando em igualdade de circunstâncias com os demais instrumentos musicais lecionados nos Conservatórios dos Açores”, acrescenta.

José Andrade refere também que, “no Conservatório Regional de Ponta Delgada, o curso curricular de Viola da Terra é ministrado, mas desprovido de reconhecimento oficial para a sua necessária continuidade ao nível do ensino secundário, mesmo se Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional já reconheceu a originalidade dessa formação”.

“Passados cinco séculos de divulgação popular, três décadas de curso livre e dez anos de curso curricular, a Viola da Terra merece que lhe falta, que é a dignificação pedagógica, como instrumento de excelência da música açoriana, através da homologação regional da sua aprendizagem no ensino artístico de nível secundário”, conclui o deputado.