Comunicado da Comissão Política de Ilha do Faial – 13 de julho de 2015
Publicado em 13 de Julho, 2015

Carlos César foi cúmplice da destruição de postos de trabalho no Faial

A Comissão Política de Ilha do Faial do PSD/Açores considera um desaforo as recentes declarações do cabeça-de-lista do PS/Açores nas próximas eleições legislativas nacionais, Carlos César, após uma visita à Fábrica de Conservas Santa Catarina.

Carlos César teve a desfaçatez de afirmar que se aquela unidade industrial “estivesse nas mãos do governo da República já estaria fechada”, esquecendo que, enquanto presidente do governo regional dos Açores, foi conivente com o encerramento da fábrica da COFACO no Faial.

Em 2010, Carlos César e o Partido Socialista foram cúmplices da destruição de postos de trabalho no Faial, ao nada fazerem para impedir o encerramento da fábrica da COFACO na ilha.

Outro dos cúmplices desta situação foi João Castro, atual número três da lista de candidatos do PS/Açores às próximas eleições legislativas nacionais e presidente da câmara municipal da Horta aquando do encerramento da fábrica da COFACO na ilha do Faial.

Na altura, Carlos César e o Partido Socialista lavaram as mãos do problema, permitindo que duas dezenas de trabalhadores faialenses fossem lançados no desemprego e obrigando outros 42 a escolher entre trabalhar na fábrica da COFACO no Pico ou ir para o desemprego, o que causou grandes perturbações nas vidas familiares destas pessoas.

O mesmo Carlos César que revelou, enquanto presidente do governo regional, uma enorme insensibilidade perante este drama social que afetou dezenas de famílias do Faial, tem agora o desplante de vir fazer insinuações sobre o governo da República.

Além disso, o cabeça-de-lista do PS/Açores não tem um mínimo de autoridade para fazer aquelas afirmações, visto que, no final de 2012, quando saiu do governo regional, deixou os Açores com quase 19 mil desempregados.

Como se não bastasse todo este descaramento, Carlos César resolveu ainda acusar o governo da República de não ter captado investimento externo para os Açores, esquecendo que a Agência para a Promoção do Investimento dos Açores, que ele próprio criou em 2006, não captou um único cêntimo de investimento externo para a Região.

De um candidato à Assembleia da República espera-se honestidade política na defesa dos superiores interesses dos Açores, algo que Carlos César continua sem revelar, pois está unicamente interessado em servir-se dos Açores em prol da sua carreira política em Lisboa.