SATA deve dizer se mantém projeto RISE no aeroporto da Horta
Publicado em 12 de Junho, 2015

O PSD/Açores questionou o Governo Regional no sentido de saber se a SATA vai garantir “a continuidade do projeto RISE no aeroporto da Horta”, considerando que “a recente decisão da TAP de deixar de voar para a Horta poderia colocar em risco a implementação daquele projeto pioneiro”, disse o deputado Luís Garcia.

Num requerimento enviando à Assembleia Legislativa, os deputados faialenses eleitos pelo PSD/Açores, querem saber se o Governo Regional e a SATA “entendem que a participação no Projeto RISE é uma mais-valia, que importa aproveitar”, explica, referindo que “a sua interrupção seria altamente penalizadora para as melhorias que se esperam em resultado da implementação dos novos procedimentos aeronáuticos”.

O Projeto RISE (RNP Implementation Synchronized in Europe) testa um novo sistema de navegação na Europa, procurando melhorar a aproximação das aeronaves à pista. Visa também diminuir os cancelamentos por falta de visibilidade e o consumo de combustível nas fases de aproximação e aterragem, reduzindo assim o impacto ambiental.

Na Europa, foram selecionados para ensaios aeroportos em França, Chipre, Grécia e Portugal, onde há uma parceria com a TAP e em que a escolha recaiu sobre a Horta e o Funchal, dois aeroportos de pequena e média dimensão que não têm a tecnologia de aproximação ILS. Há a perspetiva de que se realizem cerca de 20 voos teste em cada um deles.

O deputado Luís Garcia lembra que a SATA “tem tido um estatuto de observador nas reuniões de implementação do Projeto RISE em Portugal, e, por isso, poderá ser o parceiro natural a substituir a TAP na implementação do mesmo no aeroporto da Horta”, adianta.

“E essa tem sido uma preocupação unânime das forças vivas do Faial, ou seja a salvaguarda da continuação do projeto RISE no aeroporto da Horta. Pelo que entendemos que o governo açoriano, acionista maioritário da SATA deve explicar se há essa abertura, e em que ponto está a situação”, refere.

“Importa conhecer os passos que foram dados para garantir um objetivo que já lhes foi apresentado, à tutela e à empresa, em sucessivos documentos, pelas principais instituições representativas da ilha do Faial”, concluiu Luís Garcia.