PSD/Açores pede explicações para problemas de operação no novo cais da Horta
Publicado em 03 de Junho, 2015

O PSD/Açores pediu um conjunto de esclarecimentos sobre os problemas que se têm verificado no novo cais do Porto da Horta e que têm levado ao cancelamento na operação de diversos navios de cruzeiro.

Num requerimento entregue no Parlamento açoriano, assinado pelos deputados do PSD/Açores Luís Garcia e Costa Pereira, recordam que desde o início da construção do novo cais se admitiu que o novo cais poderia ver a sua operacionalidade muito reduzida pela deposição de areias e que na altura “”o governo regional assumiu o compromisso de avaliar periodicamente a situação e realizar as dragagens sempre que necessário, de modo a manter a plena operacionalidade do cais aos navios de cruzeiros”.

Ora o que se verifica é que “vários navios de cruzeiro que teriam calado para operar no novo cais acabassem por não o fazer”, constatam os deputados do PSD/Açores.

“Impõe-se, por isso, saber qual o acompanhamento que tem sido feito ao assoreamento que se previa acontecer no novo cais”, referem os deputados sociais-democratas açorianos considerando que “é sempre alvo de admiração constatar como foi possível fazer uma obra que custou mais de 40 milhões na bela baía da Horta e muitos dos navios de cruzeiros que nos procuram não poderem lá atracar”.

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela ilha do Faial pedem, assim, ao governo regional informações acerca dos navios de cruzeiro que passaram pela Horta depois da inauguração do novo cais do porto, nomeadamente o nome, calado, número de passageiros, data da operação e indicação de ter acostado no novo molhe ou não e, em caso negativo, qual a razão para não o ter feito.

Solicita-se, ainda, a “indicação, relativamente ao período compreendido entre agosto de 2014 e junho de 2015 dos nomes dos navios de cruzeiro que estavam previstos escalar a Horta e que cancelaram a passagem por este porto e das razões para esses cancelamentos”.

Por fim, pede-se ainda ao governo que explique, se “desde a inauguração até à presente data já foram feitas avaliações ao assoreamento no novo cais? Quantas?” e quais “as conclusões a que se chegaram sobre a evolução do assoreamento”.